A inconstância da verdade e a beleza da dúvida ...
Quinta-feira, 18 de agosto de 2022
A inconstância
da verdade e a beleza da dúvida ...
Como posso
afirmar estar absolutamente certo sobre qualquer coisa hoje, se o meu
"eu" do passado já defendeu com unhas e dentes ideias que o meu
"eu" de agora considera, no mínimo, ingênuas ou incompletas? Essa
pergunta, que volta e meia me assombra, é a âncora que me puxa de volta à
realidade.
A vida não é um
sistema de certezas estáticas. Pelo contrário: ela é uma escola de aprendizado
constante e infindável. E o efeito mais nobre desse aprendizado contínuo é o
amadurecimento dos nossos conceitos e opiniões. Para aqueles que se permitem o
desconforto de olhar para trás, a paisagem é repleta de crenças abandonadas,
argumentos que caíram por terra e convicções que se dissolveram como névoa ao
sol.
Quantas das
nossas verdades passadas não se revelaram simples meias-verdades? Quantas
paixões ideológicas não se transformaram em cautelosa moderação? A ironia é que
a convicção que nos dava força ontem é, muitas vezes, o obstáculo que nos
impede de evoluir hoje.
Portanto, a
única postura verdadeiramente coerente diante da complexidade do mundo é a humildade.
Não a humildade de se diminuir, mas a humildade de admitir a própria
falibilidade.
É preciso ter a
coragem de dizer: "Hoje, eu acredito que sei isso, mas estou pronto
para ser convencido do contrário amanhã."
Reconhecer que
nossa percepção é limitada e que a sabedoria é uma jornada, e não um destino,
liberta-nos da tirania do dogma. Estar disposto a mudar de ideia não é um sinal
de fraqueza, mas sim a maior prova de força e flexibilidade mental. É a
aceitação de que o melhor que podemos ser é um aprendiz perpétuo no vasto palco
do conhecimento.
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
m.
trozidio
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