O inimigo mais difícil de perdoar somos nós mesmos ...
Terça-feira, 19 de julho de 2022
A ideia de viver
no presente é um conceito universalmente aceito, mas raramente praticado. E por
quê? Porque, para estar no agora, precisamos nos libertar do que nos prende: o apego.
Nossa vida é
uma teia de apegos: à nossa aparência, ao nosso status social, às pessoas que
amamos, ao nosso emprego, à opinião dos outros, e talvez o mais perigoso de
todos, às nossas memórias de injustiças, traições e tragédias. Presos a esse
passado, alimentamos feridas que, com o tempo, nos tornam frios, ríspidos e
incapazes de construir relacionamentos saudáveis.
Esse ciclo de
apego e dor se manifesta como ressentimento, uma raiva silenciosa que envenena
nossa própria existência, transformando-a num verdadeiro inferno. E se
tivéssemos que resumir a raiz desse sofrimento em uma única palavra, seria: a
incapacidade de perdoar. Simples assim.
O perdão, no
entanto, não é um ato de benevolência para com o outro; é um ato de libertação
para nós mesmos. Ao perdoar, quebramos as correntes que nos prendem ao passado.
É uma tarefa árdua, eu sei. Falar é fácil, mas o perdão verdadeiro exige
coragem e, acima de tudo, humildade.
Quando
admitimos nossos próprios erros e reconhecemos nossas falhas, o ato de perdoar
o outro se torna um pouco mais acessível. Afinal, quem somos nós para julgar,
se também estamos longe da perfeição?
Aquele que se
recusa a perdoar se torna um prisioneiro. Viverá à mercê de uma baixa
autoestima, se tornará mais propenso a vícios e colecionará desafetos,
especialmente entre as pessoas mais próximas.
Mas a
recompensa para aqueles que conseguem se elevar acima da culpa, da dor e do
ressentimento é imensa. A vida deles, aos poucos, começa a mudar. Tornam-se
mais abertos, pacientes, tolerantes e compreensivos. Eles simplesmente param de
lutar contra a própria vida.
Ao curar as
feridas do passado e nos libertar da culpa e do ressentimento, a paz de
espírito, a grande recompensa, não é mais um ideal distante, mas sim uma
realidade possível e tangível.
Você tem se
sentido um prisioneiro do seu passado?
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
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