A morte do ego ...

Segunda-feira, 28 de março de 2022

A Natureza, em sua sabedoria primordial, opera sob uma lei incontestável: a da renovação (transformação) constante de toda a matéria. Como nos ensinou o grande químico Antoine-Laurent de Lavoisier, "Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma." Essa máxima, que rege a física do nosso universo, tem uma ressonância profunda na nossa própria existência. Sob essa lei, nós não morremos ou nos perdemos, mas sim, nos transformamos.

No entanto, há uma parte de nós que, para essa transformação acontecer, deve realmente morrer. E, infelizmente, essa é a parte à qual ainda atribuímos um valor excessivo: o ego.

O ego é o grande arquiteto do nosso sofrimento. É a ele que se deve a vaidade, a necessidade de ter razão, a comparação e a busca incessante por validação externa. A história da humanidade nos mostra que o ego é o motor por trás de guerras, discórdias e da vida medíocre que a maioria das pessoas leva, focada apenas na aparência física.

Não é coincidência que, mesmo com todo o avanço tecnológico e o conforto que conquistamos, a humanidade continue batendo recordes de depressão e ansiedade a cada ano. Esse crescimento exponencial de mal-estar é, em grande parte, resultado da supervalorização do ego, que nos distancia da nossa essência.

Mas, em meio a essa escuridão, eu vejo uma luz distante, fraca, mas persistente, que me impede de perder a esperança. É a luz da consciência, a possibilidade de uma escolha. Eu posso, aos poucos, ir tirando do ego a sua força e o seu poder destrutivo. Posso, lentamente, voltar-me para a minha verdadeira essência, valorizando aquilo que é autêntico. A jornada é longa e desafiadora, mas a recompensa é a paz que só a transformação pode trazer.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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