A raiz do sofrimento: o apego e a recusa ...
Quarta-feira, 19
de janeiro de 2022
Após décadas de estudo, cheguei à conclusão de que a raiz de
todo o meu sofrimento está no apego. O desejo obsessivo por algo, ou a simples
repulsa por aquilo que não gosto, é o responsável por quase toda a minha
infelicidade.
Em vez de desfrutar do que já conquistei, ou das situações
prazerosas que surgem em minha vida, passo meu tempo buscando o que ainda não
tenho e, em contrapartida, supervalorizo a frustração por não conseguir. Assim,
crio o hábito do apego e da repulsa.
A dor é inevitável, mas o sofrimento é uma escolha que resulta
de meus apegos. Eles são a minha tentativa de negar verdades inegáveis: nada é
permanente e não posso conquistar tudo.
Se me apego à minha boa aparência, em vez de apenas
desfrutá-la enquanto dura, irei sofrer quando ela se for, como inevitavelmente
acontecerá.
Se me apego a uma vida luxuosa, minha vida se tornará uma
luta infeliz e covarde para que tudo continue assim.
Se me
apego à vida em demasia, a morte se tornará ainda mais assustadora.
Percebi que o desapego não significa me afastar da vida ou
punir-me. Significa, simplesmente, seguir o fluxo da vida, vivendo. Parece
absurdo, mas na maior parte do tempo, eu não vivo. Eu me preocupo em conquistar
mais coisas e em afastar o que não gosto, em vez de aprender com as situações.
Não posso me prender a uma tortura mental de como as coisas
deveriam ou não ser. Elas são o que são. Tenho que viver da melhor forma
possível com elas, sem julgamentos.
No fundo, a conclusão é muito simples: eu só preciso viver. O
resto, sou eu quem complica.
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
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