Sorte ou Azar ...
Sexta-feira, 02
de setembro de 2016
Na filosofia estoica, os conceitos de sorte e azar são vistos
como ilusões criadas pela mente humana diante da imprevisibilidade da vida.
Para os estóicos, tudo o que acontece está em conformidade com a natureza e a
razão universal (o Logos), e portanto, não há eventos verdadeiramente “bons” ou
“ruins” por si só — apenas interpretações subjetivas.
Sorte, nesse contexto, não é mérito; azar, tampouco é punição.
O sábio estóico busca viver em harmonia com o que está sob seu controle — suas
ações, escolhas e julgamentos — e aceita com serenidade aquilo que está fora de
seu domínio, como os acontecimentos externos. Epicteto, um dos grandes nomes do
estoicismo, ensinava que “não são as coisas que nos perturbam, mas sim a
opinião que temos sobre elas”.
Assim, o estoico não se deixa levar pela euforia da sorte nem
pela amargura do azar. Ele cultiva a virtude, a razão e a tranquilidade
interior, reconhecendo que o verdadeiro bem está na excelência moral e não nas
circunstâncias externas. A sorte, para o estóico, é viver de acordo com a
natureza e com a razão — e nisso não há acaso, apenas sabedoria.
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