Hoje a cidade acordou sob uma forte névoa ...

Sexta-feira, 17 de agosto de 2007 

A Névoa e o Menino Interior

Hoje a cidade acordou sob uma forte névoa. Era tão densa que dificultava a visão, e eu não sabia se estava anoitecendo ou se o dia se preparava para nascer. Diminuí a velocidade dos meus passos, tentando entender o cenário à minha frente.

Os sons, por sua vez, ecoavam como em um vazio absurdo. Vozes da natureza, audazes e melancólicas, se faziam presentes. O medo me cercava.

A vida, vez ou outra, era retratada através de lembranças obscuras, que pareciam imperiosas ao meu domínio. Um mundo diferente se apresentava à minha concepção, um universo novo batendo à porta insistentemente.

De repente, o som inconfundível do mar se fez presente. Tentando aguçar os ouvidos, eu procurava caminhar em sua direção. Mas aquela densa névoa continuava insistente, e nada, absolutamente nada me era permitido ver.

Então, percebi uma luz acima dessa enorme nuvem que havia resolvido descer à terra. Eu não podia olhar para cima.

Demasiadamente forte, a claridade não me permitia sequer ficar com os olhos abertos. Levei as duas mãos à cabeça, afagando meus próprios cabelos, em tentativas inúteis de compreensão.

O mar, por sua vez, tentava me guiar, mostrando o seu rumo. Cautelosamente, amedrontado, continuei seguindo em sua direção.

Eu era um menino, ou pelo menos me sentia como um. A pureza dessa condição, embora ainda não compreendida, me mostrava sinais de que a vida e toda sua complexidade poderiam ser desvendadas se essa condição pudesse ser mantida.

Mesmo com toda a complexidade do momento, eu sabia: as crianças possuem todas as respostas.

Às vezes, é preciso voltar a ser criança para entendermos algumas coisas.

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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