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Mostrando postagens de janeiro, 2026

A dança da ansiedade e o poder do autoabraço ...

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Sábado, 31 de janeiro de 2026 A madrugada estava mais fria. E eu, inquieto. Virava de um lado para o outro da cama como quem dança sem música, preso a um looping interminável. O corpo cansado pedia descanso, mas a mente insistia em trabalhar contra mim. Mais uma vez, ela se transformava numa máquina de tortura. Pensamentos se acumulavam sem pedir licença: ansiedade , angústia , medo . E, como quase sempre acontece, a dor vinha logo atrás, silenciosa e pesada. Acordar me sentindo mal, abatido, quase depressivo , parecia apenas a consequência natural dessa noite mal dormida. Ainda assim, com a ponta do nariz para fora do lamaçal — tentando respirar antes que o desespero me puxasse de vez — uma pergunta começou a se formar dentro de mim: “É possível fazer algo para melhorar, nem que seja um pouco, a relação comigo mesmo?” Não quero — e não vou — responsabilizar Deus, o mundo ou as circunstâncias. Fugir da responsabilidade pode até aliviar por um instante, mas não resolve. Hoje...

Por que lutamos contra nós mesmos? ...

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Sexta-feira, 30 de janeiro de 2026 Há uma verdade difícil de encarar: existe uma parte de nós que age contra a própria felicidade. Uma parte silenciosa, quase invisível, que não quer que as coisas melhorem. Pode soar estranho, mas é possível que isso esteja acontecendo com você. Dentro de nós, há uma voz sutil e persistente que diz “não” à prosperidade, à alegria, à união e ao amor. Admitir isso não é simples, porque fere a imagem que fazemos de nós mesmos. Ainda assim, quando algo que desejamos profundamente não se realiza, quase sempre existe uma contradição interna : conscientemente queremos, mas inconscientemente resistimos. Uma forma de perceber essa contradição é observar o esforço excessivo . Existe uma espécie de lei psíquica: quanto mais você corre atrás de algo que nunca chega, maior pode ser o seu “não” inconsciente em relação àquilo que você afirma desejar. O esforço exagerado, nesse caso, não revela força, mas dificuldade de lidar com a própria resistência intern...

Quando a vida é empurrada para o amanhã ...

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  Quinta-feira, 29 de janeiro de 2026 Considerada por muitos como o mal do nosso tempo, a ansiedade costuma ser a porta de entrada para diversos sofrimentos emocionais que, não raro, acabam se manifestando também no corpo. Ela corrói a qualidade de vida de forma silenciosa, mas persistente. Ser ansioso é viver antecipando o futuro. É ocupar a mente com preocupações excessivas e criar cenários que quase nunca se confirmam. Esse hábito mental gera tensão constante, medo difuso , irritação e uma angústia difícil de explicar — estados que minam nossa saúde emocional . Há ainda um efeito pouco percebido, mas bastante cruel: a paralisia . A ansiedade não nos impulsiona à ação; ao contrário, nos imobiliza. Ficamos esperando que algo externo — um milagre, uma solução mágica — resolva aquilo que só pode ser enfrentado por nós. Nesse sentido, viver ansioso é exatamente o oposto de estar presente. Quando nos entregamos às fantasias sobre o que pode ou não acontecer, deixamos de viv...

Surfar a onda ou desejar modificá-la? ...

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Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026 A única certeza que temos é a incerteza . Tudo muda, tudo passa, tudo escapa das nossas mãos. Ainda assim, insistimos em viver como se pudéssemos controlar a vida, prever cada passo e garantir finais felizes. E é aí que começa grande parte do nosso sofrimento. A vida é movimento. É fluxo. É como uma onda no mar. O surfista sábio não tenta mudar o formato da onda. Ele observa, respeita e faz o melhor possível com aquilo que vem. Já nós, muitas vezes, queremos redesenhar a onda, discutir com o mar e exigir que tudo aconteça conforme nossos desejos. Quando a realidade não corresponde às nossas expectativas, lutamos contra ela. Resistimos. Brigamos com o que é. Queremos que as pessoas mudem, que os caminhos sejam outros, que o tempo volte ou avance mais rápido. E, não raramente, levamos essa teimosia até o campo espiritual , pedindo a Deus que ajuste o mundo ao nosso gosto pessoal. Mas e se o convite da vida for outro? E se o aprendizado estiver...

Se tudo na vida tem um sentindo, qual é o seu? ...

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Terça-feira, 27 de janeiro de 2026 Você já parou para pensar que até o menor dos insetos tem um papel essencial na natureza? Mesmo aquele que julgamos “insignificante” exerce uma função importante no equilíbrio do ecossistema . A falta de apenas uma espécie pode causar impactos profundos e inesperados. Biólogos e cientistas mostram que nada existe por acaso. Cada ser vivo possui uma razão de existir, um ciclo, uma contribuição única dentro dessa grande e bela rede que chamamos de vida. Nenhum detalhe é inútil. Nada está aqui à toa. Se isso é verdade para os seres mais simples, uma pergunta inevitável surge para nós: qual é o seu papel no mundo? Qual é a sua missão? Encontrar essa resposta — ou ao menos buscá-la com sinceridade — é o que dá sentido à nossa existência. Você já se permitiu refletir sobre isso?   "Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando." m. trozidio conheça meus livros

Quando deixamos de ser nós mesmos ...

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Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026 Existe uma verdade difícil de encarar: na maior parte do tempo, não somos quem realmente somos. Crescemos imersos em um ambiente que nos ensina o que desejar, como agir e até quem devemos ser. Sem perceber, passamos a viver uma vida que não nasceu de nós. E, aos poucos, perdemos o rumo — e junto com ele, a noção da nossa própria essência. Por isso, a consciência se torna urgente. Mas não é um caminho fácil. Reconheço que, muitas vezes, vivo sustentando uma imagem falsa de mim mesmo. Uma espécie de personagem que construí ao longo do tempo e que, em certos momentos, defendo com força, como se fosse a verdade absoluta. Essa mentira se mistura tanto com quem sou que chego a lutar para mantê-la viva, mesmo quando ela me afasta da minha autenticidade . Essa talvez seja uma das grandes tragédias do nosso tempo: pensar com a cabeça dos outros e desejar o que não nasce do nosso interior. Somos moldados pela mídia , pela sociedade e pelas pessoas ao...

O milagre esquecido de estar vivo ...

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Domingo, 25 de janeiro de 2026 A primeira decisão que tomamos ao acordar não diz respeito às tarefas do dia, mas ao modo como vamos olhar para a vida. Tudo começa pelo olhar. E um dos olhares mais transformadores é o da gratidão. Antes mesmo de levantar da cama, antes de permitir que as preocupações tomem conta da mente, feche os olhos por alguns instantes e agradeça. Agradeça simplesmente por estar aqui. Por ter despertado. Pelo coração que bate sem pedir permissão e pela mente que, apesar de tudo, continua funcionando. Agradeça pela sua saúde, ainda que ela não seja perfeita. Estar vivo já é, por si só, algo extraordinário — embora muitos só percebam isso quando algo falha. Agradeça pelo lugar que o acolheu durante a noite. Um teto, uma cama, um canto seguro. E, se nada disso esteve presente, agradeça pela vastidão do céu, pela natureza que envolve, pela vida que insiste em existir mesmo nas condições mais duras. A gratidão não depende de conforto; ela nasce da simplicidade....

Não devemos pedir a Deus caminhos tranquilos ...

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Sábado, 24 de janeiro de 2026 Muitas vezes, em nossas orações, pedimos a Deus uma vida sem tropeços, sem dores, sem conflitos. Pedimos “ caminhos tranquilos ”, como se a existência pudesse ser uma estrada reta, plana e previsível. Mas, sendo honesto, isso nunca foi a regra da vida. A própria natureza nos ensina o contrário. Há dias de sol, mas também há tempestades. Há flores , mas há espinhos . Há ordem, sim, mas o caos também faz parte da criação. Negar isso é negar a própria dinâmica da vida. Talvez, então, nossas preces precisem mudar de tom. Em vez de pedir uma ausência de dificuldades, poderíamos pedir força para atravessá-las. Em vez de suplicar por um mundo sem dor, pedir coragem para não desistir quando ela aparecer. Não se trata de desejar o sofrimento, mas de compreender que ele é inevitável — e, muitas vezes, necessário para o amadurecimento. Pedir apenas caminhos tranquilos pode soar como um desejo infantil, quase um confronto com a realidade. A vida não foi feita pa...

Quando o sonho se torna pesadelo ...

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  Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026 Vivemos impulsionados por um movimento quase natural: o desejo de avançar, conquistar mais, sonhar mais longe e planejar novos caminhos. Essa vontade de crescer faz parte da experiência humana e, em si, não carrega nada de errado. O problema surge quando esse impulso perde o equilíbrio e se transforma em inquietação constante, em uma busca que nunca se satisfaz. A ambição saudável nasce do equilíbrio. Antes de fixarmos os olhos no que ainda falta, é essencial fazer uma pausa e olhar para o caminho já percorrido. Quantas batalhas vencidas, quantos aprendizados acumulados, quantas versões de nós mesmos já ficaram para trás. Reconhecer isso com honestidade é um gesto de maturidade interior . A gratidão — seja direcionada à vida, a uma força maior ou a nós mesmos pelo esforço diário — vai muito além de um simples sentimento bonito. Ela se torna um alicerce firme, capaz de sustentar nossos próximos passos. Quando passamos a valorizar o que ...

O que eu ganho com a raiva? ...

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Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026 Quando olhamos para dentro com honestidade, percebemos que a raiva raramente nos traz algo bom. Ela surge como um fogo descontrolado que apaga a luz da razão e nos leva a agir sem pensar. Quase sempre, depois que ela passa, o que fica é o arrependimento . Sob o domínio da raiva, deixamos de ser conscientes e passamos a reagir automaticamente. Dizemos palavras que machucam, tomamos atitudes precipitadas e, sem perceber, ferimos a nós mesmos e às pessoas que amamos. Um único instante de explosão pode custar dias de paz ou até romper vínculos importantes. Com o tempo, aprendi que a maior demonstração de sabedoria diante da raiva é parar. Simplesmente parar. Quando ela aparece, a orientação é clara: não agir, não falar, não decidir. Respirar fundo, silenciar e permitir que a tempestade interna se acalme. Só depois que a serenidade retorna e a razão reassume seu lugar é que devemos seguir adiante. O silêncio , nesses momentos, não é sinal de...

Os altos e baixos da vida ...

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Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026 Para tentar compreender a vida, costumo observar a natureza ao meu redor. Faço isso porque percebo nela uma sabedoria silenciosa, profunda e constante. Uma semente que germina, o sol que nasce, o vento que sopra, a chuva que cai, uma árvore que cresce. Em tudo isso, vejo um sincronismo quase perfeito, como se uma inteligência maior conduzisse cada movimento. Mas a natureza também ensina algo muito importante: nem todos os dias são de sol. Existem dias de chuva, de frio e até de tempestade. As árvores, por exemplo, não frutificam o ano inteiro. Há períodos em que elas perdem as folhas, ficam secas, aparentemente sem vida. Para quem observa de fora, parece até que morreram. No entanto, estão apenas atravessando uma fase do ciclo natural . Quando faço essa analogia com a vida, algo em mim se acalma. Afinal, também fazemos parte da natureza. Assim como ela, temos dias bons, dias difíceis e outros em que “perdemos as folhas”. Momentos em que tudo...

A Naturalidade como Chave da Criação Consciente ...

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  Terça-feira, 20 de janeiro de 2026 A criação consciente não acontece pela força da emoção. Ela acontece quando existe uma certeza tranquila de que algo já é verdadeiro. Não é a empolgação, a gratidão exagerada, o pensamento positivo ou o entusiasmo forçado que fazem algo se manifestar. O que realmente parece criar é a convicção simples, quase silenciosa. Quando tentamos sentir algo “forte demais”, estamos, sem perceber, dizendo a nós mesmos: “Isso ainda não aconteceu.” E, enquanto essa ideia estiver ativa, continuamos vivendo a ausência do que desejamos. Por isso, a naturalidade é tão importante.   Emoção não é o mesmo que ser Aqui, “sentir” não significa emoção intensa. Significa estado de ser . Você não sente emoção por ter estar vivo. Você não vibra por saber que está respirando. Você simplesmente sabe. Essa certeza tranquila é o mesmo tipo de "sentir" necessário para a criação consciente. Quando algo já é assumido internamente, não há esforço, nem...

O poder da disciplina ...

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Segunda-feira, 19 de janeiro de 2026 Existe uma diferença sutil, quase invisível, entre quem constrói a própria vida e quem apenas é levado por ela. Essa diferença não nasce de grandes eventos, de talento extraordinário, sorte ou qualquer coisa do tipo. Ela surge em momentos pequenos, silenciosos, aqueles em que ninguém está olhando. É o instante entre continuar deitado ou levantar. Entre adiar mais uma vez ou dar o primeiro passo. É nesse breve espaço que, sem perceber, decidimos o rumo que nossa vida vai tomar. Quando compreendi isso, algo mudou de forma prática. Não foi uma virada dramática, mas um ajuste simples: parei de empurrar tarefas importantes e comecei a organizá-las. Criei um cronograma possível e fiz um compromisso comigo mesmo de respeitá-lo. A cada pequena meta cumprida, a confiança crescia. Um projeto finalizado, uma nova habilidade aprendida, um desafio superado. Nada grandioso isoladamente, mas profundamente transformador no conjunto. Com o tempo, essa con...

Quando paramos de culpar o mundo ...

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  Domingo, 18 de janeiro de 2026 Existe uma tentação muito humana que quase todos nós conhecemos bem: a dificuldade de assumir total responsabilidade pela própria vida. É bem mais fácil — e confortável — culpar o mundo, as circunstâncias, o acaso ou as pessoas ao nosso redor pela situação em que nos encontramos. No curto prazo, isso alivia o peso que carregamos. Mas esse alívio é enganoso. Quando colocamos a culpa fora de nós, também entregamos o nosso poder. Passamos a nos enxergar como vítimas e, pouco a pouco, ficamos cegos para aquilo que realmente importa: as escolhas que fizemos e continuamos fazendo. Ignoramos as muitas formas, sutis ou evidentes, pelas quais nós mesmos alimentamos as dificuldades que nos acompanham. A verdadeira mudança começa quando escolhemos assumir a responsabilidade . E isso não é um castigo nem um fardo pesado. Pelo contrário: é um gesto de liberdade. Quando temos a coragem de olhar para o passado e dizer, com honestidade, “eu participei disso”,...

O que define o conceito de "resistência" para suas realizações? ...

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  Sábado, 17 de janeiro de 2026 A resistência é uma força silenciosa que age dentro de nós. Ela nasce do medo e se coloca entre quem somos hoje e quem poderíamos ser. Não é algo externo, mas interno: uma barreira invisível que nos afasta daquilo que sentimos vontade genuína de criar e viver. Ela raramente aparece de forma clara. Pelo contrário, costuma usar disfarces. Às vezes surge como distração constante: o celular , a televisão , pequenas manias que ocupam o lugar do trabalho verdadeiro, nos sabotando. Outras vezes aparece como confusão mental , tédio ou desistência . Há também quando ela nos faz começar e parar o tempo todo, impedindo qualquer avanço real. E, talvez o mais doloroso: transforma o prazer de trabalhar em peso, obrigação e sofrimento. A resistência está profundamente ligada ao ego . Em vez de focarmos no projeto, passamos a focar em nós mesmos: nas nossas inseguranças , na dúvida sobre nosso valor, no medo de não sermos bons o suficiente. Ela se alime...