A dança da ansiedade e o poder do autoabraço ...
Sábado, 31 de janeiro de 2026 A madrugada estava mais fria. E eu, inquieto. Virava de um lado para o outro da cama como quem dança sem música, preso a um looping interminável. O corpo cansado pedia descanso, mas a mente insistia em trabalhar contra mim. Mais uma vez, ela se transformava numa máquina de tortura. Pensamentos se acumulavam sem pedir licença: ansiedade , angústia , medo . E, como quase sempre acontece, a dor vinha logo atrás, silenciosa e pesada. Acordar me sentindo mal, abatido, quase depressivo , parecia apenas a consequência natural dessa noite mal dormida. Ainda assim, com a ponta do nariz para fora do lamaçal — tentando respirar antes que o desespero me puxasse de vez — uma pergunta começou a se formar dentro de mim: “É possível fazer algo para melhorar, nem que seja um pouco, a relação comigo mesmo?” Não quero — e não vou — responsabilizar Deus, o mundo ou as circunstâncias. Fugir da responsabilidade pode até aliviar por um instante, mas não resolve. Hoje...