Quando paramos de culpar o mundo ...
Domingo, 18 de janeiro de 2026
Existe uma
tentação muito humana que quase todos nós conhecemos bem: a dificuldade de
assumir total responsabilidade pela própria vida. É bem mais fácil — e
confortável — culpar o mundo, as circunstâncias, o acaso ou as pessoas ao nosso
redor pela situação em que nos encontramos. No curto prazo, isso alivia o peso
que carregamos.
Mas esse alívio é
enganoso. Quando colocamos a culpa fora de nós, também entregamos o nosso
poder. Passamos a nos enxergar como vítimas e, pouco a pouco, ficamos cegos
para aquilo que realmente importa: as escolhas que fizemos e continuamos
fazendo. Ignoramos as muitas formas, sutis ou evidentes, pelas quais nós mesmos
alimentamos as dificuldades que nos acompanham.
A verdadeira
mudança começa quando escolhemos assumir a responsabilidade. E isso não é um
castigo nem um fardo pesado. Pelo contrário: é um gesto de liberdade. Quando
temos a coragem de olhar para o passado e dizer, com honestidade, “eu
participei disso”, algo essencial se transforma dentro de nós.
Assumir a
responsabilidade não é se condenar, nem viver preso à culpa. É recuperar o
controle da própria vida. É o primeiro passo — e talvez o mais importante —
para criar um futuro diferente, mais consciente e mais alinhado com quem
realmente somos.
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