Viver dói menos quando você entende o roteiro ...
Quinta-feira, 09 de abril de 2026 O despertar no limiar: O que o fim me ensinou sobre o agora Em junho de 2022, eu tive um sonho cuja lembrança me acompanha até os dia de hoje e que mudou minha forma de enxergar o mundo. Não foi um devaneio comum; parecia uma revelação sussurrada no ponto exato da transição entre a vida e a morte. Naquele limiar, onde o barulho do mundo silencia, o véu se desfez. Vi, com uma clareza quase assustadora, que a vida que levamos é uma grandiosa e meticulosa encenação. Nossas dores, conquistas, amores e lutos — tudo o que julgamos ser a "rocha sólida" da realidade — assemelhava-se a uma peça de teatro. Éramos, ao mesmo tempo, os atores dedicados e a plateia hipnotizada pela própria performance. Acordei com um sorriso irônico. Era o riso de quem descobre o truque do mágico: a ilusão continua ali, mas o poder que ela exercia sobre você desaparece. A questão fundamental que me perseguiu desde então é: se somos parte de um roteiro, até onde v...