A arte de se despedir de quem nunca fomos ...
Terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 A natureza não comete erros. Ela opera sob uma lei sagrada e silenciosa: a da renovação constante. Como bem disse Lavoisier , nada se perde, tudo se transforma. Se essa regra vale para as estrelas e para as florestas, por que seria diferente conosco? Nós não desaparecemos; nós mutamos. O problema é que, para que o novo floresça, algo antigo precisa abrir espaço. E é aqui que dói. A parte de nós que resiste a essa entrega é o ego . Nós o alimentamos com vaidade, com a necessidade de ter razão e com a busca exaustiva por aprovação. O ego é o arquiteto do nosso sofrimento; ele nos faz acreditar que somos a nossa aparência ou os nossos títulos, afastando-nos de quem somos de verdade. Não é por acaso que, em um mundo de tecnologia avançada, os recordes de depressão e ansiedade continuem subindo. Estamos conectados a tudo, mas desconectados da nossa essência. Vivemos para sustentar uma máscara que o ego criou, e essa carga é pesada demais para carr...