Quando a Culpa Deixa de Fazer Sentido ...
Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026 Com o tempo, percebi que a maneira como lidamos com a culpa revela o quanto amadurecemos por dentro. Na primeira fase, a culpa sempre está fora. A pessoa imatura aponta o dedo: “A culpa é do meu chefe, da minha família, do governo, de Deus…”. Nada é responsabilidade sua. Ela se vê como vítima constante das circunstâncias. Enquanto pensa assim, permanece presa, porque não assume o poder de mudar. Na segunda fase, algo começa a despertar. A pessoa passa a assumir a responsabilidade por tudo. “A culpa é minha. Eu errei. Eu deveria ter feito diferente.” Aqui já existe crescimento. Ela para de acusar o mundo e começa a olhar para si. Mas ainda há um peso desnecessário: o excesso de autocrítica , a dureza consigo mesma, a sensação de estar sempre em dívida com a vida. Então surge a terceira fase — a mais difícil e libertadora. A consciência madura compreende que culpa não é o centro da questão. O que existe são escolhas, consequências e aprendi...