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Quando confundimos autoestima com ego ...

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Sexta-feira, 04 de setembro de 2026 Você está se valorizando ou se colocando acima dos outros? Tenho observado uma confusão cada vez mais comum: nós estamos confundindo autoestima com ego . Aprender a gostar de nós mesmos, reconhecer nosso valor e cuidar da nossa própria vida é saudável. Mas autoestima não significa acreditar que somos melhores do que os outros. Ela não precisa de aplausos, comparação ou superioridade. O ego, ao contrário, na maioria das vezes precisa provar alguma coisa. Precisa ser admirado. Precisa ter razão. Precisa mostrar que venceu, que sabe mais, que é especial. E talvez seja aí que alguns discursos dos gurus da autoajuda acabem nos confundindo ainda mais. Quando tudo é transformado em “acredite em você”, “você é extraordinário” ou “ não aceite ninguém abaixo do seu nível ”, podemos acabar alimentando justamente aquilo que deveríamos aprender a observar: o ego. Tenho aprendido que autoestima verdadeira é mais silenciosa. É saber quem so...

Admitir que estamos errados pode mudar tudo

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Quinta-feira, 03 de setembro de 2026 Mudar a própria vida exige coragem . Mas existe uma coragem ainda maior: admitir que podemos estar errados. Enquanto acreditamos que o problema está sempre nos outros, continuamos presos aos mesmos pensamentos, comportamentos e resultados. Eu também tenho aprendido isso. Nosso orgulho costuma ser rápido para apontar culpados e lento para examinar a própria conduta. Admitir um erro parece uma derrota, quando, na verdade, pode ser o primeiro passo para uma mudança de direção . Porque não podemos corrigir aquilo que não conseguimos enxergar. Quando dizemos “eu errei”, algo importante acontece: deixamos de gastar energia defendendo uma posição e começamos a procurar uma solução. É aí que a humildade se transforma em força. Não precisamos acertar sempre. Precisamos estar dispostos a aprender. Talvez a pergunta mais importante diante de um conflito não seja: “Quem está errado?” Mas: “Qual é a minha parcela nisso?” Essa per...

Quarta-feira, 02 de setembro de 2026 - E se o “não deu certo” estiver nos levando para o lugar certo?

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Quarta-feira, 02 de setembro de 2026 Nós temos uma consciência limitada. Muitas vezes, enxergamos apenas o que está acontecendo agora e não conseguimos compreender onde aquilo poderá nos levar. É por isso que algumas experiências que hoje parecem fracassos podem ganhar outro significado quando olhamos para elas alguns anos depois. Quantas coisas que nos fizeram sofrer acabaram, mais tarde, abrindo caminhos que jamais teríamos escolhido? Tenho aprendido a desconfiar um pouco do “ não deu certo ”. Talvez não seja o fim. Talvez seja apenas uma mudança de direção. Quando algo acontece diferente do que esperávamos, nosso primeiro impulso costuma ser a revolta. Queremos entender, controlar, corrigir. Mas a aceitação pode nos oferecer uma pausa. Não para desistirmos, mas para enxergarmos melhor. O que esta experiência pode me ensinar? O que preciso mudar? Que caminho se abriu justamente porque aquele outro foi fechado? Aceitar não significa acreditar que tudo o que ac...

Você está plantando o que deseja colher?

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  Terça-feira, 01 de setembro de 2026 “Você colhe aquilo que planta.” Nós conhecemos essa frase há muito tempo.  O curioso é que, mesmo conhecendo a lição, continuamos muitas vezes plantando as mesmas sementes e esperando uma colheita diferente. Repetimos comportamentos, pensamentos e escolhas.  Depois, quando os mesmos resultados aparecem, perguntamos por que a vida insiste em nos apresentar o mesmo problema. Talvez a resposta esteja justamente naquilo que continuamos fazendo. O hábito tem uma força silenciosa.  Ele nos faz repetir caminhos conhecidos, mesmo quando já sabemos que eles não nos levam para onde queremos chegar. E aqui está uma das partes mais difíceis do aprendizado : reconhecer a nossa responsabilidade . Nem tudo o que acontece conosco depende de nós.  Mas aquilo que pensamos, escolhemos e fazemos repetidamente pode estar construindo boa parte da realidade que experimentamos. Tenho aprendido que mudar não significa apenas desejar um resultado d...

O corpo pode se acostumar, e se acostuma. Mas a alma é terra que não aceita cercas.

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LANÇAMENTO Prólogo   “O corpo pode se acostumar, e se acostuma. Mas a alma é terra que não aceita cercas.”   Tudo começou com essa frase, rabiscada no verso de um envelope que o tempo quase transformara em pó. O que deveria ser apenas uma reportagem investigativa sobre as marcas deixadas pela seca no Agreste pernambucano acabou se transformando, para a jornalista Maria Helena Monteiro de Barros, em uma viagem inesperada para dentro da própria história. Entre os escombros de uma vila que os mapas pareciam ter esquecido, Helena encontrou um baú. Não havia ouro dentro dele. Havia algo muito mais perigoso: a voz de uma mulher que o tempo não conseguiu calar.   Maria das Dores.   Nas cartas que jamais chegaram ao destino, ela escrevia sobre a terra que secava, os filhos que lutavam para sobreviver e a esperança cada vez mais difícil de sustentar. Escrevia também para o marido, Zeca, que havia partido para São Paulo em busca de trabalho e de um futuro que t...

E se aquilo que combatemos estiver tentando nos ensinar?

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Segunda-feira, 31 de agosto de 2026 Durante muito tempo, nós aprendemos a tratar a dor, o medo, a insegurança e a ansiedade como inimigos. Eu também pensava assim. Depois de muitos anos de autoestudo e de convivência com momentos difíceis, comecei a enxergar essas experiências de outra maneira. Não significa gostar da dor ou desejar o sofrimento.  Significa compreender que, quando prestamos atenção ao que sentimos, até aquilo que nos incomoda pode revelar algo sobre nós. A tentativa de construir uma vida sem dificuldades é uma batalha perdida.  A condição humana também é feita de incertezas, perdas, medos e imperfeições. O que podemos mudar é a nossa relação com tudo isso. Tenho aprendido que a consciência começa justamente quando paramos de fugir de nós mesmos e começamos a observar o que acontece dentro de nós. Em vez de perguntar apenas “como faço para acabar com isso?” , podemos perguntar:  “O que isso está tentando me mostrar?” Essa mudança de olhar não elimina a ...

Cartas escritas há quase cinquenta anos

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Lançamento:   Um baú abandonado. Cartas escritas há quase cinquenta anos. Uma menina desaparecida. E uma jornalista que jamais imaginou que, ao procurar por ela, acabaria encontrando a si mesma. Em São Domingos, uma cidade fantasma do sertão pernambucano, Helena encontra no fundo de um antigo baú cartas escritas por Maria das Dores no final dos anos 1970. As cartas revelam a luta de uma mãe contra a seca, a fome e a doença, mas principalmente sua angústia diante do destino da pequena Mariazinha, uma menina gravemente enferma que precisa ser transferida para Recife. Intrigada, Helena decide descobrir o que aconteceu com aquela criança. Sua investigação a leva por estradas do sertão, hospitais, arquivos esquecidos e memórias guardadas durante décadas. Até que, em Recife, uma antiga enfermeira olha para ela e reconhece algo que o tempo jamais conseguiu apagar. O que começa como a busca pelo destino de uma menina transforma-se em uma jornada de descoberta, identidade ...