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Por que fugimos de nós mesmos ...

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Terça-feira, 15 de setembro de 2026 E se estivermos fugindo de nós mesmos ? Às vezes, passamos tanto tempo tentando resolver a vida do lado de fora que esquecemos de olhar para dentro. Trabalhamos, consumimos, buscamos distrações, ocupamos cada minuto do dia. E talvez nem percebamos que algumas dessas coisas também podem servir para evitar uma pergunta incômoda: “Quem somos nós quando ficamos sozinhos com nós mesmos?” Conhecer a nós mesmos nem sempre é agradável. Quando olhamos de verdade, podemos encontrar medos, contradições, fragilidades , desejos que escondemos e responsabilidades que preferíamos atribuir aos outros. Por isso, fugir pode parecer mais fácil. É mais confortável encontrar um culpado do lado de fora do que reconhecer nossa própria participação em determinadas escolhas. É mais fácil permanecer ocupado do que ficar em silêncio. Mas essa fuga tem um preço. Quanto mais evitamos aquilo que somos, maior pode ser a distância entre a vida que vivemos e ...

E se uma inteligência maior já estivesse guiando nossa vida?

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  Segunda-feira, 14 de setembro de 2026 Já paramos para pensar na inteligência que mantém nosso corpo funcionando enquanto estamos ocupados com tantas outras coisas? Nosso coração bate, respiramos, digerimos alimentos e milhões de processos acontecem dentro de nós sem que precisemos comandar conscientemente quase nada disso. Existe aí uma sabedoria silenciosa que não depende da nossa vontade. É quando eu me faço uma pergunta: e se essa inteligência não estiver limitada ao nosso corpo? Os antigos chineses chamaram essa inteligência  de Tao o fluxo natural da existência . O Taoismo ensina que talvez viver bem não seja tentar controlar tudo, mas aprender a perceber o movimento da vida e cooperar com ele. Isso não significa cruzar os braços e esperar. Significa agir quando é hora de agir e, quando não podemos controlar o resultado, aprender a aceitar e soltar. Talvez muitas das nossas angústias nasçam justamente da tentativa de obrigar a vida a seguir o caminho que imaginamos. ...

A beleza de viver entre a luz e a sombra ...

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Domingo, 13 de setembro de 2026 Nós gostamos da luz. Gostamos da alegria, do prazer, das conquistas e dos dias em que tudo parece estar no lugar. Mas a vida também tem sombras. Há tristeza, perda, frustração, medo e dias em que simplesmente não conseguimos enxergar o caminho. Venho aprendendo que talvez o problema não esteja na existência dessas duas faces, mas na nossa insistência em querer viver apenas uma delas. Nós não conheceríamos a alegria da mesma maneira se nunca tivéssemos experimentado a tristeza. Não perceberíamos a tranquilidade se nunca tivéssemos enfrentado a inquietação. A vida não é feita apenas de momentos bons. Ela é feita da experiência inteira. Isso não significa gostar da dor ou aceitar passivamente aquilo que podemos transformar. Significa compreender que algumas coisas fazem parte da condição humana e que nossa liberdade está, muitas vezes, na maneira como escolhemos atravessá-las. Podemos deixar que a dificuldade nos destrua. Ou podemos p...

Sábado, 12 de setembro de 2026 - O desafio de aceitar o que não entendemos ...

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Sábado, 12 de setembro de 2026 A paz começa quando aceitamos não entender tudo Nós temos uma necessidade quase irresistível de entender tudo. Quando alguma coisa acontece e não conseguimos encontrar uma explicação, nossa mente se inquieta.  Queremos saber por quê, encontrar um culpado, descobrir um sentido. Mas venho aprendendo que existe uma forma diferente de olhar para aquilo que não compreendemos: aceitar que nem tudo precisa fazer sentido para nós . Nós conhecemos muito pouco sobre a vida, sobre o universo e até sobre nós mesmos. Por que, então, esperamos compreender tudo o que acontece? Quando algo foge aos nossos planos, costumamos concluir que a vida está errada.  Mas talvez estejamos apenas confundindo aquilo que não desejamos com aquilo que não deveria acontecer. Aceitar não significa gostar. Também não significa cruzar os braços diante daquilo que podemos transformar. Significa reconhecer os limites da nossa compreensão e parar de lutar contra a...

Quanto daquilo que pensamos é realmente nosso?

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Sexta-feira, 11 de setembro de 2026 Nós gostamos de acreditar que pensamos por conta própria. Escolhemos nossas opiniões, nossos desejos, nossos hábitos e até o caminho que queremos seguir. Mas será que é realmente assim? Desde cedo, somos influenciados pela família, pela cultura, pelos amigos, pela escola, pela publicidade e pelo ambiente em que vivemos.  Muitas das coisas que defendemos como verdades podem simplesmente ter sido aprendidas sem que jamais tivéssemos parado para questioná-las. É por isso que o conceito dos “7%” pode ser uma provocação interessante — não apenas como uma estatística científica, mas como uma pergunta: Quanto daquilo que pensamos é realmente nosso? Quando dizemos “eu quero isso”, sabemos por que queremos? Quando defendemos determinada opinião, nós realmente a examinamos ou apenas repetimos aquilo que ouvimos? Quando escolhemos um determinado estilo de vida, estamos seguindo nossos valores ou tentando corresponder às expectativas dos outros? Tenho aprend...

A morte como guia para a vida plena ...

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Quinta-feira, 10 de setembro de 2026 E se lembrar da morte nos ensinasse a viver melhor? Nós costumamos evitar pensar na morte. Talvez porque lembrar que a vida termina nos obrigue a olhar para uma verdade que preferimos adiar: nosso tempo é limitado . Mas aprendi que pensar na morte não precisa nos tornar tristes. Pode fazer exatamente o contrário. Quando lembramos que não teremos tempo infinito, algumas coisas mudam de lugar. Aquilo que parecia urgente deixa de ser tão importante. E aquilo que realmente importa começa a ganhar espaço. É esse o sentido de Memento Mori , antiga expressão latina que nos convida a lembrar da nossa finitude. A morte pode funcionar como uma espécie de moldura da existência. É justamente porque o tempo termina que cada momento adquire valor. E então surgem algumas perguntas difíceis: Estamos vivendo como realmente gostaríamos? Estamos gastando nosso tempo com aquilo que consideramos importante? Estamos adiando conversas, encontros, sonhos e mudanças que po...

O ódio do outro não precisa morar dentro de nós ...

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Quarta-feira, 09 de setembro de 2026 Nós já fomos feridos por palavras, atitudes e comportamentos que não merecíamos. E talvez nossa primeira reação tenha sido devolver a agressão. Mas venho aprendendo que existe uma escolha mais difícil — e talvez mais sábia: não permitir que a dor do outro passe a morar dentro de nós. Quando alguém nos agride, nem sempre sabemos o que existe por trás daquele comportamento. Pode haver raiva, frustração, insegurança, ressentimento ou simplesmente uma escolha de ferir. Compreender isso não significa justificar a agressão. Significa apenas não transformar o comportamento do outro em veneno para nós. Nós não precisamos responder ao ódio com mais ódio. A raiva com mais raiva. A agressão com mais agressão. Podemos estabelecer limites. Podemos nos afastar. Podemos nos defender. Mas também podemos escolher não carregar aquela raiva conosco depois que a situação termina. A serenidade não significa aceitar tudo calado. Serenidade é não pe...