68 anos: a maturidade que ainda aprende ...
Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 Hoje completo 68 anos de vida. Digo isso com serenidade. Não como quem anuncia um número, mas como quem reconhece um caminho percorrido. Sessenta e oito anos não são apenas tempo — são camadas. São estações atravessadas. São perdas que ensinaram, alegrias que marcaram, erros que doeram e acertos que, às vezes, vieram tarde, mas vieram. A maturidade não chega de repente. Ela se infiltra. Vai se formando devagar, quase em silêncio. Um dia você percebe que já não reage como antes. Que certas discussões perderam o sentido. Que algumas urgências eram apenas vaidade disfarçada. Que nem tudo precisa de resposta, e que o silêncio, muitas vezes, é uma forma superior de sabedoria. Com o tempo, aprendemos que viver não é dominar o mundo, mas compreender nossos limites dentro dele. A filosofia estoica — especialmente os ensinamentos de Epicteto e Marco Aurélio — tem me ajudado profundamente nisso. Aprendi, com eles, algo que parece simples, mas tra...