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Você está plantando o que deseja colher?

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  Terça-feira, 01 de setembro de 2026 “Você colhe aquilo que planta.” Nós conhecemos essa frase há muito tempo.  O curioso é que, mesmo conhecendo a lição, continuamos muitas vezes plantando as mesmas sementes e esperando uma colheita diferente. Repetimos comportamentos, pensamentos e escolhas.  Depois, quando os mesmos resultados aparecem, perguntamos por que a vida insiste em nos apresentar o mesmo problema. Talvez a resposta esteja justamente naquilo que continuamos fazendo. O hábito tem uma força silenciosa.  Ele nos faz repetir caminhos conhecidos, mesmo quando já sabemos que eles não nos levam para onde queremos chegar. E aqui está uma das partes mais difíceis do aprendizado : reconhecer a nossa responsabilidade . Nem tudo o que acontece conosco depende de nós.  Mas aquilo que pensamos, escolhemos e fazemos repetidamente pode estar construindo boa parte da realidade que experimentamos. Tenho aprendido que mudar não significa apenas desejar um resultado d...

O corpo pode se acostumar, e se acostuma. Mas a alma é terra que não aceita cercas.

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LANÇAMENTO Prólogo   “O corpo pode se acostumar, e se acostuma. Mas a alma é terra que não aceita cercas.”   Tudo começou com essa frase, rabiscada no verso de um envelope que o tempo quase transformara em pó. O que deveria ser apenas uma reportagem investigativa sobre as marcas deixadas pela seca no Agreste pernambucano acabou se transformando, para a jornalista Maria Helena Monteiro de Barros, em uma viagem inesperada para dentro da própria história. Entre os escombros de uma vila que os mapas pareciam ter esquecido, Helena encontrou um baú. Não havia ouro dentro dele. Havia algo muito mais perigoso: a voz de uma mulher que o tempo não conseguiu calar.   Maria das Dores.   Nas cartas que jamais chegaram ao destino, ela escrevia sobre a terra que secava, os filhos que lutavam para sobreviver e a esperança cada vez mais difícil de sustentar. Escrevia também para o marido, Zeca, que havia partido para São Paulo em busca de trabalho e de um futuro que t...

E se aquilo que combatemos estiver tentando nos ensinar?

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Segunda-feira, 31 de agosto de 2026 Durante muito tempo, nós aprendemos a tratar a dor, o medo, a insegurança e a ansiedade como inimigos. Eu também pensava assim. Depois de muitos anos de autoestudo e de convivência com momentos difíceis, comecei a enxergar essas experiências de outra maneira. Não significa gostar da dor ou desejar o sofrimento.  Significa compreender que, quando prestamos atenção ao que sentimos, até aquilo que nos incomoda pode revelar algo sobre nós. A tentativa de construir uma vida sem dificuldades é uma batalha perdida.  A condição humana também é feita de incertezas, perdas, medos e imperfeições. O que podemos mudar é a nossa relação com tudo isso. Tenho aprendido que a consciência começa justamente quando paramos de fugir de nós mesmos e começamos a observar o que acontece dentro de nós. Em vez de perguntar apenas “como faço para acabar com isso?” , podemos perguntar:  “O que isso está tentando me mostrar?” Essa mudança de olhar não elimina a ...

Cartas escritas há quase cinquenta anos

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Lançamento:   Um baú abandonado. Cartas escritas há quase cinquenta anos. Uma menina desaparecida. E uma jornalista que jamais imaginou que, ao procurar por ela, acabaria encontrando a si mesma. Em São Domingos, uma cidade fantasma do sertão pernambucano, Helena encontra no fundo de um antigo baú cartas escritas por Maria das Dores no final dos anos 1970. As cartas revelam a luta de uma mãe contra a seca, a fome e a doença, mas principalmente sua angústia diante do destino da pequena Mariazinha, uma menina gravemente enferma que precisa ser transferida para Recife. Intrigada, Helena decide descobrir o que aconteceu com aquela criança. Sua investigação a leva por estradas do sertão, hospitais, arquivos esquecidos e memórias guardadas durante décadas. Até que, em Recife, uma antiga enfermeira olha para ela e reconhece algo que o tempo jamais conseguiu apagar. O que começa como a busca pelo destino de uma menina transforma-se em uma jornada de descoberta, identidade ...

Aceitar não é desistir ...

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Domingo, 30 de agosto de 2026 A vida continua acontecendo, independentemente daquilo que desejamos. Há um movimento que não conseguimos controlar. Pessoas mudam, circunstâncias se transformam, perdas acontecem e o passado segue seu caminho. Nós podemos lutar contra tudo isso. Mas será que essa luta muda alguma coisa? Tenho aprendido que boa parte do nosso sofrimento nasce justamente dessa resistência . Queremos que algo tivesse acontecido de outra maneira. Desejamos que alguém agisse diferente. Insistimos para que a realidade se adapte àquilo que imaginamos. E, enquanto isso, gastamos energia lutando contra o que já é. Aceitar não significa gostar do que aconteceu. Também não significa desistir ou cruzar os braços. Significa reconhecer a realidade antes de decidir o que fazer com ela. Quando aceitamos o que não podemos mudar, recuperamos uma energia preciosa: aquela que antes gastávamos na resistência. Então podemos perguntar: O que essa situação está tentando me ensinar? O que ainda ...

Um baú abandonado - Lançamento ...

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  Um baú abandonado ... Cartas escritas há quase cinquenta anos ... Uma menina desaparecida ... E uma jornalista que jamais imaginou que, ao procurar por ela, acabaria encontrando a si mesma ... Em São Domingos, uma cidade fantasma do sertão pernambucano, Helena encontra no fundo de um antigo baú cartas escritas por Maria das Dores no final dos anos 1970. As cartas revelam a luta de uma mãe contra a seca, a fome e a doença, mas principalmente sua angústia diante do destino da pequena Mariazinha, uma menina gravemente enferma que precisa ser transferida para Recife. Intrigada, Helena decide descobrir o que aconteceu com aquela criança. Sua investigação a leva por estradas do sertão, hospitais, arquivos esquecidos e memórias guardadas durante décadas. Até que, em Recife, uma antiga enfermeira olha para ela e reconhece algo que o tempo jamais conseguiu apagar. O que começa como a busca pelo destino de uma menina transforma-se em uma jornada de descoberta, identidade ...

Estamos vivendo ou apenas reagindo?

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Sábado, 29 de agosto de 2026 A importância da consciência Vivemos cercados por distrações. Notícias, redes sociais, opiniões, cobranças, desejos, medos. A todo instante, alguma coisa disputa a nossa atenção. E, sem perceber, podemos acabar vivendo no piloto automático . Reagimos ao que acontece. Respondemos às expectativas dos outros. Corremos atrás de desejos que talvez nem sejam realmente nossos. E, pouco a pouco, vamos nos afastando de nós mesmos. Tenho aprendido que permanecer consciente não é algo que conquistamos de uma vez por todas. É um exercício diário . É parar, observar e perguntar: Por que estou fazendo isso? Esse desejo realmente é meu? Estou escolhendo ou apenas reagindo? Muitas vezes, quando perdemos essa conexão, procuramos compensar o vazio com distrações e prazeres rápidos . Por alguns instantes, eles aliviam. Mas logo precisamos de mais. E o ciclo continua. É onde os vícios aparecem. A consciência pode ser o caminho para interromper esse m...