Por que estamos cada vez mais equipados e cada vez mais vazios? ...
Quarta-feira, 08 de abril de 2026 Por muito tempo, acreditei que a felicidade era uma linha de chegada, um horizonte que recuava a cada passo que eu dava. Como tantos de nós, fui condicionado a buscá-la no "lá fora": no próximo carro, na casa maior ou na validação de quem mal me conhece. Vivemos mergulhados na cultura do excesso. Aprendemos que o vazio interno se preenche com o novo — uma roupa, um acessório, um vício passageiro. Mas o prazer de "passar o cartão" é volátil; ele evapora antes mesmo de chegarmos em casa. Essa busca frenética se manifesta no consumo, mas também no controle obsessivo da aparência. Moldamos o corpo e acumulamos adornos na esperança de que, ao sermos admirados, finalmente nos sentiremos completos. No entanto, a conta não fecha. A questão fundamental que muitas vezes ignoramos é o abismo entre o ter e o ser. Quanto mais investimos na vitrine externa para agradar ao mundo, mais nos desconectamos da nossa verdadeira essência. A insati...