Não devemos pedir a Deus caminhos tranquilos ...


Sábado, 24 de janeiro de 2026

Muitas vezes, em nossas orações, pedimos a Deus uma vida sem tropeços, sem dores, sem conflitos. Pedimos “caminhos tranquilos”, como se a existência pudesse ser uma estrada reta, plana e previsível. Mas, sendo honesto, isso nunca foi a regra da vida.

A própria natureza nos ensina o contrário. Há dias de sol, mas também há tempestades. Há flores, mas há espinhos. Há ordem, sim, mas o caos também faz parte da criação. Negar isso é negar a própria dinâmica da vida.

Talvez, então, nossas preces precisem mudar de tom. Em vez de pedir uma ausência de dificuldades, poderíamos pedir força para atravessá-las. Em vez de suplicar por um mundo sem dor, pedir coragem para não desistir quando ela aparecer. Não se trata de desejar o sofrimento, mas de compreender que ele é inevitável — e, muitas vezes, necessário para o amadurecimento.

Pedir apenas caminhos tranquilos pode soar como um desejo infantil, quase um confronto com a realidade. A vida não foi feita para nos poupar o tempo todo, mas para nos formar. É no enfrentamento que descobrimos capacidades que desconhecíamos. É na queda que aprendemos a levantar com mais consciência.

Deus, talvez, não esteja interessado em nos dar uma estrada sem pedras, mas pernas firmes para caminhar. E isso muda tudo. Porque, quando entendemos isso, deixamos de pedir menos vida… e passamos a pedir mais presença, mais garra e mais sabedoria para viver o que surgir em nossas vidas.


 "Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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