O que eu ganho com a raiva? ...
Quinta-feira, 22
de janeiro de 2026
Quando olhamos
para dentro com honestidade, percebemos que a raiva raramente nos traz algo
bom. Ela surge como um fogo descontrolado que apaga a luz da razão e nos leva a
agir sem pensar. Quase sempre, depois que ela passa, o que fica é o
arrependimento.
Sob o domínio da
raiva, deixamos de ser conscientes e passamos a reagir automaticamente. Dizemos
palavras que machucam, tomamos atitudes precipitadas e, sem perceber, ferimos a
nós mesmos e às pessoas que amamos. Um único instante de explosão pode custar
dias de paz ou até romper vínculos importantes.
Com o tempo,
aprendi que a maior demonstração de sabedoria diante da raiva é parar.
Simplesmente parar. Quando ela aparece, a orientação é clara: não agir, não
falar, não decidir. Respirar fundo, silenciar e permitir que a tempestade
interna se acalme.
Só depois que a
serenidade retorna e a razão reassume seu lugar é que devemos seguir adiante. O
silêncio, nesses momentos, não é sinal de fraqueza. Ao contrário, é uma força
discreta que nos protege de escolhas impensadas e de arrependimentos que
poderiam ser evitados.
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