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Mostrando postagens de agosto, 2026

O corpo pode se acostumar, e se acostuma. Mas a alma é terra que não aceita cercas.

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LANÇAMENTO Prólogo   “O corpo pode se acostumar, e se acostuma. Mas a alma é terra que não aceita cercas.”   Tudo começou com essa frase, rabiscada no verso de um envelope que o tempo quase transformara em pó. O que deveria ser apenas uma reportagem investigativa sobre as marcas deixadas pela seca no Agreste pernambucano acabou se transformando, para a jornalista Maria Helena Monteiro de Barros, em uma viagem inesperada para dentro da própria história. Entre os escombros de uma vila que os mapas pareciam ter esquecido, Helena encontrou um baú. Não havia ouro dentro dele. Havia algo muito mais perigoso: a voz de uma mulher que o tempo não conseguiu calar.   Maria das Dores.   Nas cartas que jamais chegaram ao destino, ela escrevia sobre a terra que secava, os filhos que lutavam para sobreviver e a esperança cada vez mais difícil de sustentar. Escrevia também para o marido, Zeca, que havia partido para São Paulo em busca de trabalho e de um futuro que t...

E se aquilo que combatemos estiver tentando nos ensinar?

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Segunda-feira, 31 de agosto de 2026 Durante muito tempo, nós aprendemos a tratar a dor, o medo, a insegurança e a ansiedade como inimigos. Eu também pensava assim. Depois de muitos anos de autoestudo e de convivência com momentos difíceis, comecei a enxergar essas experiências de outra maneira. Não significa gostar da dor ou desejar o sofrimento.  Significa compreender que, quando prestamos atenção ao que sentimos, até aquilo que nos incomoda pode revelar algo sobre nós. A tentativa de construir uma vida sem dificuldades é uma batalha perdida.  A condição humana também é feita de incertezas, perdas, medos e imperfeições. O que podemos mudar é a nossa relação com tudo isso. Tenho aprendido que a consciência começa justamente quando paramos de fugir de nós mesmos e começamos a observar o que acontece dentro de nós. Em vez de perguntar apenas “como faço para acabar com isso?” , podemos perguntar:  “O que isso está tentando me mostrar?” Essa mudança de olhar não elimina a ...

Cartas escritas há quase cinquenta anos

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Lançamento:   Um baú abandonado. Cartas escritas há quase cinquenta anos. Uma menina desaparecida. E uma jornalista que jamais imaginou que, ao procurar por ela, acabaria encontrando a si mesma. Em São Domingos, uma cidade fantasma do sertão pernambucano, Helena encontra no fundo de um antigo baú cartas escritas por Maria das Dores no final dos anos 1970. As cartas revelam a luta de uma mãe contra a seca, a fome e a doença, mas principalmente sua angústia diante do destino da pequena Mariazinha, uma menina gravemente enferma que precisa ser transferida para Recife. Intrigada, Helena decide descobrir o que aconteceu com aquela criança. Sua investigação a leva por estradas do sertão, hospitais, arquivos esquecidos e memórias guardadas durante décadas. Até que, em Recife, uma antiga enfermeira olha para ela e reconhece algo que o tempo jamais conseguiu apagar. O que começa como a busca pelo destino de uma menina transforma-se em uma jornada de descoberta, identidade ...

Aceitar não é desistir ...

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Domingo, 30 de agosto de 2026 A vida continua acontecendo, independentemente daquilo que desejamos. Há um movimento que não conseguimos controlar. Pessoas mudam, circunstâncias se transformam, perdas acontecem e o passado segue seu caminho. Nós podemos lutar contra tudo isso. Mas será que essa luta muda alguma coisa? Tenho aprendido que boa parte do nosso sofrimento nasce justamente dessa resistência . Queremos que algo tivesse acontecido de outra maneira. Desejamos que alguém agisse diferente. Insistimos para que a realidade se adapte àquilo que imaginamos. E, enquanto isso, gastamos energia lutando contra o que já é. Aceitar não significa gostar do que aconteceu. Também não significa desistir ou cruzar os braços. Significa reconhecer a realidade antes de decidir o que fazer com ela. Quando aceitamos o que não podemos mudar, recuperamos uma energia preciosa: aquela que antes gastávamos na resistência. Então podemos perguntar: O que essa situação está tentando me ensinar? O que ainda ...

Um baú abandonado - Lançamento ...

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  Um baú abandonado ... Cartas escritas há quase cinquenta anos ... Uma menina desaparecida ... E uma jornalista que jamais imaginou que, ao procurar por ela, acabaria encontrando a si mesma ... Em São Domingos, uma cidade fantasma do sertão pernambucano, Helena encontra no fundo de um antigo baú cartas escritas por Maria das Dores no final dos anos 1970. As cartas revelam a luta de uma mãe contra a seca, a fome e a doença, mas principalmente sua angústia diante do destino da pequena Mariazinha, uma menina gravemente enferma que precisa ser transferida para Recife. Intrigada, Helena decide descobrir o que aconteceu com aquela criança. Sua investigação a leva por estradas do sertão, hospitais, arquivos esquecidos e memórias guardadas durante décadas. Até que, em Recife, uma antiga enfermeira olha para ela e reconhece algo que o tempo jamais conseguiu apagar. O que começa como a busca pelo destino de uma menina transforma-se em uma jornada de descoberta, identidade ...

Estamos vivendo ou apenas reagindo?

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Sábado, 29 de agosto de 2026 A importância da consciência Vivemos cercados por distrações. Notícias, redes sociais, opiniões, cobranças, desejos, medos. A todo instante, alguma coisa disputa a nossa atenção. E, sem perceber, podemos acabar vivendo no piloto automático . Reagimos ao que acontece. Respondemos às expectativas dos outros. Corremos atrás de desejos que talvez nem sejam realmente nossos. E, pouco a pouco, vamos nos afastando de nós mesmos. Tenho aprendido que permanecer consciente não é algo que conquistamos de uma vez por todas. É um exercício diário . É parar, observar e perguntar: Por que estou fazendo isso? Esse desejo realmente é meu? Estou escolhendo ou apenas reagindo? Muitas vezes, quando perdemos essa conexão, procuramos compensar o vazio com distrações e prazeres rápidos . Por alguns instantes, eles aliviam. Mas logo precisamos de mais. E o ciclo continua. É onde os vícios aparecem. A consciência pode ser o caminho para interromper esse m...

Enquanto acharmos que estamos sempre certos, nada aprendemos ...

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  Quinta-feira, 27 de agosto de 2026 A vida está sempre tentando nos ensinar alguma coisa. O problema é que nem sempre estamos dispostos a aprender. Muitas vezes, diante de um conflito, acreditamos que o erro está no outro. Que o mundo está errado. Que as circunstâncias são injustas. Mas e se o erro também estiver em nós? Essa é uma pergunta difícil. Ela exige humildade . Porque aprender não significa apenas adquirir novos conhecimentos. Muitas vezes, significa abandonar certezas antigas e reconhecer que nossa maneira de pensar, agir ou enxergar uma situação pode estar equivocada. Tenho aprendido que insistir em estar sempre certo pode nos impedir de perceber aquilo que a vida está tentando mostrar. A humildade não é fraqueza. É a coragem de olhar para nós mesmos e perguntar: O que posso aprender com isso? Que parte dessa situação também me pertence? Existe algo em mim que precisa mudar? Enquanto acreditarmos que todos estão errados e apenas nós estamos certos, permaneceremos pres...

Quantos dos nossos problemas nunca aconteceram?

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Quinta-feira, 27 de agosto de 2026 Mark Twain escreveu uma frase que sempre nos convida à reflexão: “Tive muitos problemas em minha vida. A maioria deles nunca aconteceu.” Quantas vezes nós fazemos exatamente isso? Imaginamos uma demissão que ainda não aconteceu. Antecipamos uma doença. Sofremos por uma conversa que ainda teremos. Criamos rejeições, perdas e fracassos que existem apenas dentro da nossa mente. E o mais curioso é que o corpo não sabe muito bem diferenciar um perigo real de uma ameaça que estamos repetindo apenas na imaginação. Assim, sofremos hoje por um amanhã que talvez nunca chegue. Não significa que devemos ignorar os problemas ou deixar de nos preparar para o futuro. Mas existe uma grande diferença entre se preparar e sofrer antecipadamente. Tenho aprendido que nós só conseguimos lidar com aquilo que realmente está diante de nós. O resto são possibilidades. E possibilidades não merecem roubar toda a nossa paz. Por isso, quando a ansiedade c...

Quem estamos esperando para nos salvar?

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  Quarta-feira, 26 de agosto de 2026 Durante muito tempo, nós procuramos alguém que nos compreenda. Alguém que nos aceite, preencha nossos vazios e, de alguma forma, nos ajude a encontrar a felicidade. Procuramos esse alguém em relacionamentos, amizades, mestres e até nas expectativas que criamos sobre as pessoas. Mas existe uma descoberta que pode mudar tudo: talvez estejamos procurando no lugar errado. Richard Bach escreveu que, depois de anos procurando alguém capaz de compreendê-lo e aceitá-lo, descobriu que esse “mágico alguém” era o rosto que via no espelho. Essa ideia não significa que não precisamos dos outros. Nós precisamos de amor, amizade e conexão. Mas talvez não possamos entregar a ninguém a responsabilidade de nos salvar. Tenho aprendido que o relacionamento mais importante da nossa vida é aquele que construímos conosco. Precisamos aprender a aceitar nossas luzes e sombras, reconhecer nossos erros sem nos abandonar e permanecer ao nosso lado, principalmente quando a...

Nada muda se você não mudar ...

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Terça-feira, 25 de agosto de 2026 Nós queremos mudanças. Queremos que a vida melhore, que as relações sejam melhores, que o mundo tenha mais paz.  Queremos que as pessoas mudem, que as circunstâncias sejam diferentes e que finalmente as coisas aconteçam como desejamos. Mas existe uma pergunta que nem sempre gostamos de fazer: E nós? O que estamos dispostos a mudar dentro de nós? É fácil enxergar os erros dos outros.  Mais difícil é olhar para dentro e perguntar se parte daquilo que queremos transformar no mundo também exige uma mudança em nós. Muitas vezes, queremos resultados diferentes repetindo os mesmos pensamentos. Desejamos uma vida nova, mas mantemos os mesmos hábitos. Queremos relações diferentes, mas continuamos reagindo da mesma maneira. Sonhamos com outros caminhos, mas insistimos em comportamentos que nos mantêm exatamente onde estamos. E então os problemas se repetem. Mudam os lugares, mudam as pessoas, mudam as circunstâncias, mas o result...

Nós protegemos o corpo e muitas vezes esquecemos de proteger a nossa mente ...

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Segunda-feira, 24 de agosto de 2026 Nós costumamos proteger aquilo que consideramos precioso. Fechamos a porta de casa. Guardamos nossos objetos de valor. Cuidamos do corpo e nos preocupamos quando alguém invade nosso espaço ou ultrapassa nossos limites. Mas existe algo ainda mais íntimo do que tudo isso e que, muitas vezes, deixamos completamente desprotegido:  a nossa mente . Basta alguém nos contar uma fofoca para que ela comece a ocupar espaço dentro de nós. Uma notícia alarmante pode mudar nosso humor. Uma opinião dita com segurança pode fazer com que passemos a duvidar de algo que antes considerávamos verdadeiro. Uma crítica pode permanecer em nossa cabeça durante dias. Uma discussão nas redes sociais pode roubar horas da nossa atenção . E, sem perceber, nós entregamos algo extremamente valioso: o nosso espaço interior . O problema não está em ouvir opiniões diferentes, receber informações ou conhecer outras maneiras de enxergar o mundo. Pelo contr...

Aconteça o que acontecer, nós podemos ficar bem ...

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  Existe uma lição que venho tentando aprender há algum tempo:  nem tudo acontecerá como nós gostaríamos. Por mais que façamos planos, tomemos decisões e tentamos conduzir a vida em determinada direção, existem acontecimentos que simplesmente escapam ao nosso controle. As coisas acontecem. Algumas nos alegram. Outras nos decepcionam. Algumas chegam como presentes. Outras parecem arrancar o chão sob nossos pés. E, durante muito tempo, talvez nós acreditamos que só conseguiremos ficar bem quando a vida finalmente começar a obedecer aos nossos planos. Mas a vida raramente funciona assim. O verdadeiro desafio não está em controlar tudo o que acontece. Está em aprender a cuidar da nossa atitude diante daquilo que não escolhemos. Se houver paz, que possamos desfrutá-la. Se houver reconhecimento, que saibamos agradecer sem acreditar que ele define quem somos. Se nossos objetivos forem alcançados, que possamos comemorar. Mas e quando acontecer o contrário? ...

E se aquilo que hoje parece um fracasso ainda não terminou?

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Sábado, 22 de agosto de 2026 Há períodos em nossa vida em que parece que nada dá certo. Uma tarefa simples se complica. Um plano não funciona. Uma porta se fecha. Um projeto no qual depositamos esperança simplesmente não acontece. E, quando várias coisas começam a dar errado ao mesmo tempo, é fácil chegarmos à conclusão de que estamos fracassando. Tenho aprendido que esse é justamente o momento em que precisamos tomar cuidado com as conclusões que tiramos. Porque nós enxergamos apenas uma pequena parte da história. Nossa visão está limitada ao presente. Nós vemos o que aconteceu, sentimos a frustração e julgamos o resultado a partir daquele único momento. Mas a vida continua. Aquilo que hoje interpretamos como uma derrota pode, algum tempo depois, ganhar um significado completamente diferente. Uma oportunidade perdida pode nos levar a outro caminho. Um plano que não funcionou pode nos obrigar a tentar algo que jamais teríamos considerado. Uma porta fechada p...