Aconteça o que acontecer, nós podemos ficar bem ...
Por mais que façamos planos, tomemos decisões e tentamos conduzir a vida
em determinada direção, existem acontecimentos que simplesmente escapam ao
nosso controle.
As coisas acontecem.
Algumas nos alegram.
Outras nos decepcionam.
Algumas chegam como presentes.
Outras parecem arrancar o chão sob nossos pés.
E, durante muito tempo, talvez nós acreditamos que só conseguiremos
ficar bem quando a vida finalmente começar a obedecer aos nossos planos.
Mas a vida raramente funciona assim.
O verdadeiro desafio não está em controlar tudo o que acontece. Está em
aprender a cuidar da nossa atitude diante daquilo que não escolhemos.
Se houver paz, que possamos desfrutá-la.
Se houver reconhecimento, que saibamos agradecer sem acreditar que ele
define quem somos.
Se nossos objetivos forem alcançados, que possamos comemorar.
Mas e quando acontecer o contrário?
Quando vier a decepção?
Quando uma porta se fechar?
Quando formos esquecidos?
Quando perdermos algo que acreditávamos ser importante?
Nesses momentos, talvez não consigamos sorrir. E não precisamos.
Não precisamos transformar a dor em alegria.
Não precisamos fingir que uma perda não nos machuca.
Mas podemos tentar não transformar aquilo que aconteceu na definição de TODA a nossa vida.
Se houver uma queda, nós podemos nos levantar quando for possível.
Se houver um erro, podemos tentar aprender com ele.
Se um caminho terminar, podemos olhar ao redor e procurar outra direção.
Se a vida nos obrigar a mudar, podemos descobrir, pouco a pouco, quem
somos depois da mudança.
Até mesmo nos períodos mais difíceis, ainda existe uma pergunta que
continua sendo nossa:
O que faremos agora?
Talvez seja justamente aí que esteja uma das formas mais profundas de
liberdade.
Nós não controlamos tudo o que acontece.
Não controlamos as escolhas das outras pessoas.
Não podemos mudar o passado.
Não conseguimos impedir todas as perdas, doenças, fracassos ou mudanças
inesperadas.
Mas podemos trabalhar para não entregar completamente a nossa paz a cada
acontecimento.
Tenho aprendido que aceitar a vida não significa gostar de tudo o que ela nos traz.
Significa parar de gastar toda a nossa energia lutando contra aquilo que
já aconteceu e perguntar:
E agora, como podemos atravessar isso sem nos abandonar?
É claro que haverá momentos em que não estaremos bem.
E tudo bem.
A ideia não é viver repetindo, como uma fórmula mágica, que nada pode
nos atingir.
A ideia é mais simples — e, ao mesmo tempo, muito mais difícil: aconteça o que acontecer, podemos aprender a confiar que encontraremos uma maneira de continuar.
Talvez seja isso que eu realmente queira dizer quando penso:
Aconteça o que acontecer, eu estarei bem.
Não porque tudo dará certo.
Não porque a vida será fácil.
Mas porque, mesmo quando as coisas não acontecerem como eu esperava, não
quero me abandonar.
E, se nós não nos abandonarmos, sempre haverá um lugar dentro de nós a partir do qual poderemos recomeçar.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
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