Nem toda euforia é felicidade ...
Durante muito tempo, podemos confundir
felicidade com animação.
Uma conquista nos entusiasma, uma novidade
nos empolga e um acontecimento especial parece transformar tudo ao nosso redor.
Mas o tempo passa, a emoção diminui e a vida
volta ao ritmo habitual.
Se dependermos dessas sensações para nos
sentirmos felizes, estaremos sempre esperando pelo próximo acontecimento
extraordinário.
Isso não significa que a animação seja ruim.
Celebrar, vibrar e sentir entusiasmo fazem parte da vida.
O engano está em acreditar que precisamos
experimentar essas emoções constantemente para sermos felizes.
A felicidade não precisa ser uma sucessão de
momentos extraordinários.
Ela também pode estar na maneira como vivemos
os dias comuns.
Está na tranquilidade de uma manhã, no prazer
de uma conversa sincera, na liberdade de sermos quem somos e na capacidade de
reconhecer valor naquilo que não chama a atenção de ninguém.
A felicidade também não significa estar
sempre em paz, sem tristezas ou preocupações. Somos humanos, e nossas emoções
mudam.
Talvez a diferença esteja em não permitir que
cada mudança de humor determine o valor que atribuímos à nossa existência.
A animação nos oferece momentos intensos.
A felicidade, por sua vez, pode nascer de
algo mais profundo: a construção de uma vida que faça sentido, mesmo quando
nada extraordinário acontece.
Não precisamos transformar todos os dias em
uma festa.
Precisamos aprender a não considerar vazios
os dias em que ela não acontece.
Afinal, a vida não é feita apenas dos
momentos que nos fazem vibrar, mas também daqueles em que, sem grandes emoções,
simplesmente sentimos que vale a pena estar aqui.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
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