E se o nosso pior juíz morasse dentro de nós? ...
Quarta-feira- 16 de setembro de 2026
E se o nosso pior juiz morasse dentro de nós?
Existem sofrimentos que a vida simplesmente
nos impõe.
Mas existe outro tipo de sofrimento que nós
mesmos podemos alimentar: aquele que nasce da culpa, da cobrança excessiva e da
incapacidade de nos perdoarmos.
Às vezes, fazemos algo de que nos
arrependemos e seguimos vivendo como se precisássemos continuar pagando por
aquilo.
O problema é que podemos transformar a
consciência, que deveria nos ajudar a corrigir nossos caminhos, em um tribunal
permanente.
Passamos a nos julgar pelo que fizemos, pelo
que não fizemos, pelo que deveríamos ter feito e até pelo que imaginamos que os
outros pensam de nós.
E assim nos tornamos nossos próprios
castigadores.
Venho aprendendo que estar em paz com a
consciência não significa acreditar que nunca erramos.
Significa reconhecer nossos erros, assumir
nossa responsabilidade, reparar aquilo que for possível e, depois, permitir-nos
seguir em frente.
Não podemos mudar o passado.
Mas podemos decidir o que faremos com aquilo
que o passado deixou em nós.
Talvez a verdadeira liberdade não esteja em
nunca errar.
Talvez esteja em aprender com nossos erros
sem transformar a nossa própria consciência em uma prisão.
Porque reconhecer quem somos também deveria
incluir a capacidade de nos perdoar.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

Comentários
Postar um comentário