Por que nossa cabeça escolhe a madrugada para pensar em tudo? ...


Domingo, 20 de setembro de 2026

Existe um momento em que a mente parece ter escolhido o horário perfeito para nos incomodar: quando deitamos e apagamos a luz.

Durante o dia, conseguimos resolver problemas, trabalhar, conversar e seguir a vida.

Então chega a madrugada.

E aquela preocupação que parecia pequena ganha proporções gigantescas.

Começamos a imaginar o pior, revisamos conversas, antecipamos problemas e criamos respostas para situações que talvez nunca aconteçam.

E o mais curioso é que, algumas horas depois, muitas dessas preocupações parecem bem menores.

Venho aprendendo que a mente não é nossa inimiga.

Ela tenta antecipar perigos, encontrar respostas e nos proteger.

O problema começa quando acreditamos em tudo aquilo que ela produz.

As filosofias orientais há muito chamam nossa atenção para o sofrimento provocado pelo apego aos desejos e aos medos que eles provocam.

Talvez, porém, não precisemos eliminar nossos desejos nem alcançar um desapego absoluto.

Talvez possamos começar por algo mais simples: observar nossos pensamentos sem sermos obrigados a obedecê-los.

Um pensamento é apenas um pensamento.

Nem toda preocupação precisa de uma solução às três da manhã.

Às vezes, o melhor que podemos fazer é respirar, reconhecer o que está acontecendo e dizer a nós mesmos:

“Amanhã eu penso nisso.”

E talvez a paz comece quando aprendemos a assistir ao turbilhão da mente sem entrar nele.


 "Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio   

  

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