E se a nossa maior dor estivesse na distância entre quem somos e quem queremos ser?
Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Existe uma dor que não aparece no corpo e, muitas vezes, nem sabemos explicar.
Ela surge quando olhamos para a nossa vida
e percebemos a distância entre aquilo que somos hoje e aquilo que gostaríamos
de ser.
Queremos mudar. Ser mais corajosos, mais livres, mais realizados, mais próximos da pessoa que imaginamos poder nos tornar.
E, quanto maior parece essa distância, maior pode ser a nossa
frustração.
Mas será que essa dor precisa ser apenas
sofrimento?
Nietzsche dedicou boa parte de sua filosofia à ideia de superação de nós mesmos.
Em vez de aceitar passivamente aquilo que
somos, somos convidados a olhar para nossas limitações e perguntar: o que
podemos fazer com elas?
Talvez a questão não seja eliminar o desejo de mudar, nem viver permanentemente insatisfeitos com quem somos.
É reconhecer
a distância sem transformar essa percepção em condenação.
Podemos olhar para quem somos hoje com
honestidade e, ao mesmo tempo, continuar caminhando em direção a quem desejamos
ser.
Com o tempo, acabei entendendo que a diferença entre o que somos e o que queremos ser pode nos ferir. Mas também pode nos colocar em movimento.
Talvez crescer seja justamente isso: não
deixar de ser quem somos, mas descobrir, pouco a pouco, quem ainda podemos nos
tornar.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
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