E se estivéssemos vivendo como se tivéssemos tempo infinito?


Quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Sêneca escreveu algo que continua nos incomodando séculos depois: 

“Ninguém calcula o valor do tempo: os homens o usam prodigamente como se não custasse nada.”

Talvez esse seja um dos nossos maiores enganos.

Gastamos dinheiro e percebemos quando ele diminui. Perdemos alguma coisa e sentimos sua falta. 

Mas o tempo vai embora silenciosamente, segundo após segundo, sem nos enviar qualquer aviso.

E continuamos dizendo:

“Amanhã eu faço.”

“Depois eu resolvo.”

“Quando tiver mais tempo, eu vivo como gostaria.”

Até que, um dia, percebemos que o amanhã também foi embora.

A reflexão de Sêneca não precisa ser entendida como um convite para viver com pressa ou transformar cada minuto em produtividade.

 Afinal, descansar, contemplar, conversar sem propósito e até não fazer nada também podem fazer parte de uma vida bem vivida.

A questão talvez seja outra: estamos escolhendo conscientemente onde colocar o nosso tempo?

Porque o tempo não é apenas algo que temos.

É a própria matéria da nossa vida.

E cada hora que passa não é uma hora que perdemos.

É uma parte de nós que nunca mais retorna.

Talvez seja por isso que a pergunta mais importante não seja quanto tempo ainda temos, mas:

O que estamos fazendo com o tempo que temos agora?


"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio   

  

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