E se aquilo que nos feriu também pudesse nos transformar?
Rumi, poeta persa do século XIII, deixou uma imagem que atravessou
séculos:
“A ferida é o lugar por onde a luz entra em você.”
Não precisamos interpretar essa frase como um elogio à dor.
Há feridas que simplesmente doem. Há experiências que gostaríamos de
nunca ter vivido.
Mas algumas dores também podem abrir espaços dentro de nós que antes
estavam fechados.
Quando tudo vai bem, raramente somos obrigados a olhar profundamente
para nós mesmos.
É quando algo nos quebra, nos decepciona ou nos faz perder o chão que
algumas perguntas aparecem:
Quem somos agora?
O que realmente importa?
O que precisamos mudar?
A ferida pode nos tornar mais vulneráveis. E a vulnerabilidade, embora
desconfortável, também pode nos aproximar dos outros e de nós mesmos.
Aprendi que não é a dor, sozinha, que nos transforma.
É o que fazemos com ela.
Podemos permanecer presos ao que aconteceu.
Ou, pouco a pouco, tentar compreender, reconstruir e seguir adiante.
Talvez nossas cicatrizes não sejam apenas marcas do que sofremos.
Podem também ser lembranças de que sobrevivemos, aprendemos e
continuamos caminhando.
Nem toda ferida traz uma lição. Mas toda ferida pode nos convidar a
olhar para a vida de uma maneira diferente.
E talvez seja por alguma dessas frestas que a nossa própria luz consiga
entrar.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

Comentários
Postar um comentário