O que aprendi sobre o sofrimento ao me aproximar dos 70 anos ...
Sábado, 08 de agosto de 2026
A idade nos ensina muitas coisas. Algumas chegam pelos livros. Outras,
pelas pessoas que cruzam o nosso caminho. Mas as lições mais profundas costumam
nascer da própria vida.
Ao me aproximar dos 70 anos, percebo que uma das maiores descobertas que
fiz foi compreender que boa parte do sofrimento que carreguei durante tantos
anos não vinha do mundo.
Vinha de mim.
Durante muito tempo, acreditei que minha dor era consequência do
destino, do azar, das circunstâncias ou até de algum castigo que eu não
compreendia. Era mais fácil procurar a causa do lado de fora do que olhar para
dentro.
Foi somente quando comecei a viver um dia de cada vez que algo mudou.
Passei a perceber que a maior parte da minha angústia não estava no
presente. Ela era criada pela mente. Eu sofria por aquilo que ainda não tinha
acontecido ou revivia, inúmeras vezes, situações que já não podiam ser
modificadas.
Enquanto meu corpo estava aqui, minha mente insistia em morar no passado
ou no futuro.
Quando finalmente aprendi a permanecer mais tempo no momento presente,
muitas coisas começaram a fazer sentido.
Os problemas não desapareceram. A vida continuou trazendo desafios,
perdas e incertezas. Mas o sofrimento desnecessário diminuiu, porque deixei de
alimentar pensamentos que apenas roubavam minha paz.
Hoje acredito que uma das maiores formas de liberdade é assumir a
responsabilidade pela qualidade dos nossos pensamentos.
Não controlamos tudo o que acontece conosco.
Mas podemos aprender a cuidar da maneira como respondemos à vida.
Talvez seja esse um dos maiores presentes que a idade possa nos
oferecer: descobrir que a paz não depende de um mundo perfeito, mas de uma
mente que aprendeu, pouco a pouco, a fazer as pazes consigo mesma.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar
precisando."
"Se esta reflexão encontrou eco em você, talvez goste de conhecer
meus livros, onde continuo essa mesma conversa por outros caminhos."
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