O inexorável "eu": por que você sempre viaja com seu mais antigo companheiro ...
Acordar em Lisboa e adormecer na Irlanda é um convite à reflexão sobre a natureza do ser e o paradoxo da mudança.
A mobilidade geográfica me permitiu comprovar a máxima que muitos filósofos defendem: não importa a latitude, o “eu” é o único passageiro inevitável.
Eu sempre levo o meu "eu" comigo.
Contudo, seria ingênuo negligenciar a influência sutil dos diferentes lugares. O ambiente é um catalisador que ressoa com camadas profundas da nossa identidade.
Aqui na Irlanda, mais
precisamente em Castlebar, ao caminhar pela cidade, sinto uma ressonância
melancólica — a lembrança de um passado que teoricamente não vivi, mas que, por
intermédio desses sentimentos, me conecta às minhas origens longínquas.
Sei que essa percepção toca em questões altamente polêmicas, que tangenciam a memória ancestral ou, para alguns, a reencarnação.
Mas a filosofia não pode negligenciar a verdade que emerge do coração.
O que sentimos — essa intuição profunda de pertencimento ou memória — é um dado primário que merece ser explorado.
O ser é constante; o
lugar, contudo, tem o poder de despertar as memórias mais silenciosas da alma.
"Se essa mensagem tocou
você, compartilhe com quem pode estar precisando."
m. trozidio
Comentários
Postar um comentário