A paz na contramão: por que o "não dar certo" pode ser a nossa maior sorte ...
Há períodos em que uma névoa de ineficácia parece cobrir nossa jornada. Praticamente tudo, desde a tarefa mais trivial ao objetivo mais ambicioso, parece caminhar para o insucesso.
Digo
"parece" porque, no cerne dessa frustração, reside a humilde admissão
da nossa cegueira.
Nossa consciência imediata é uma lanterna limitada, incapaz de iluminar a vastidão e a interconexão de todos os eventos que compõem nossa vida.
O que hoje se apresenta como um fracasso amargo
pode revelar-se, amanhã, a porta essencial que nos desviou de um caminho pior
ou que nos conduziu à oportunidade perfeita.
Antes de me entregar à lamentação estéril e à autocomiseração, reconheço a extrema importância de dois movimentos.
O primeiro é a aceitação paciente e radical do momento presente, sem resistência ao que é.
O segundo é o esforço contínuo para manter a Consciência
o mais desperta possível.
Essa vigilância consciente nos permite não reagir impulsivamente ao revés, mas sim sustentar a fé de que a Sabedoria da Vida opera em um horizonte temporal que transcende nossa visão.
O aparente
"não deu certo" é apenas um capítulo que aguarda a revelação do seu
propósito.
"Se essa mensagem tocou
você, compartilhe com quem pode estar precisando."
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