Do copo ao lago: a parábola da dor ...
Em sua sabedoria, um velho mestre propôs um desafio a um jovem aflito:
"Coloque um punhado de sal em um copo d'água e beba."
O jovem obedeceu e o resultado foi imediato:
"É horrível, Mestre. O gosto é amargo e salgado."
O mestre, então, sorriu e o levou a um vasto lago, pedindo-lhe que repetisse o gesto.
O jovem lançou o sal
na imensidão da água e, ao beber, percebeu que a água era fresca e agradável.
O mestre, com a calma de quem compreende a vida, explicou:
“A dor, meu filho, é como o sal. A sua quantidade
não muda. O que muda é o recipiente onde a colocamos. Quando a dor se concentra
na pequena água do copo, ela nos amarga e nos consome.”
Essa parábola nos convida a uma profunda reflexão.
O sofrimento se torna insuportável quando permitimos que ele ocupe todo o nosso ser, isolando-nos em um pequeno copo.
A única forma de diluí-lo é expandindo a nossa existência, tornando-nos um lago.
Ao dar mais valor às bênçãos que temos, às pessoas que amamos e aos propósitos que nos movem, a dor não desaparece, mas perde o poder de nos definir.
Nossa tarefa é
essa: deixar de ser um copo para nos tornarmos um lago, vasto o suficiente para
que a dor seja apenas uma pequena parte de nossa grande paisagem interior.
"Se essa mensagem tocou
você, compartilhe com quem pode estar precisando."
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