A verdadeira riqueza: uma ilusão que nos custa caro ...
O filósofo estoico Epicteto nos
oferece uma das mais profundas reflexões sobre a riqueza: "não se
conquista a riqueza realizando o que teu coração deseja, mas eliminando o teu
desejo." Essa frase, à primeira vista paradoxal, revela a essência de uma
vida verdadeiramente próspera.
A sociedade nos vende a ideia de que
a riqueza é um estado de posse, um acúmulo de bens, fama ou poder. Se você
pudesse ter tudo o que quisesse, a qualquer momento, você seria rico, certo?
Essa é a primeira maneira. Mas essa busca é uma corrida sem fim, onde o desejo,
uma vez satisfeito, é imediatamente substituído por outro. É uma fonte
inesgotável de insatisfação, ansiedade e frustração.
A segunda maneira de ser rico é
muito mais acessível e duradoura: valorizar tudo o que já se tem. A verdadeira
riqueza não está no que falta, mas no que já existe. É a gratidão pela saúde,
pelo ar que se respira, pelas relações significativas e pela simples
oportunidade de viver. Esta é a riqueza interior, aquela que não pode ser
roubada, que não diminui com a inflação e que cresce a cada dia que você a
cultiva.
Qual das duas é a mais fácil? A
primeira exige uma luta constante contra o mundo externo e os limites da
realidade. A segunda exige uma luta interna contra a nossa própria
insatisfação. A verdadeira prosperidade, segundo os estoicos, não é a ausência
de desejo, mas a liberdade em relação a ele.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar
precisando."
"Se esta reflexão encontrou eco em você, talvez goste de conhecer
meus livros, onde continuo essa mesma conversa por outros caminhos."
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