A dança da tempestade interior ...
Com sentimentos estilhaçados, como galhos retorcidos de uma árvore atingida por um raio, sinto o peso de um medo avassalador.
As palavras se calam, e o pensamento, temendo o seu próprio peso, busca refúgio no silêncio. Como um aleijado que evita a dor na perna defeituosa, desvio o olhar daquela verdade que me consome.
Caminho ao lado de
mim mesmo, ouvindo o sussurro do vento que faz as folhas secas dançarem à minha
frente. Não são apenas folhas; são perguntas antigas, ameaças existenciais que,
de alguma forma, sempre me ensinaram a viver.
Sinto-me numa cela invisível,
construída de pensamentos, vento e solidão. A velha sensação de um coração que
incha e bloqueia a garganta retorna, me lembrando do que os sábios já sabiam:
somente os tolos se inquietam diante do que não podem controlar.
Enquanto a lua rasteja por um céu
sem estrelas, eu me entrego. Página por página, deixo meu personagem interior
me guiar, me pegando pela mão e me conduzindo através dessa história que é a
minha própria vida. A aceitação se torna o portal, e o silêncio, o guia.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar
precisando."
"Se esta reflexão encontrou eco em você, talvez goste de conhecer
meus livros, onde continuo essa mesma conversa por outros caminhos."
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