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Acho que vou me condenar ...

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Sexta-feira, 07 de maio de 2010 A Solidão da Compreensão Depois de um tempo de solidão e reflexão, comecei a entender melhor não apenas a vida, mas também as pessoas. A maldade, a revolta, a falta de compreensão e a falta de escrúpulos me fazem cogitar seriamente viver assim: sozinho, contemplando de longe essa Divina Comédia Humana . Envolvido por problemas de relacionamento e cercado por pessoas capazes de "tudo" para satisfazer seus egos , a decepção chegou a um nível insuportável. Esse estado me fez querer desistir de tudo, de todos, e me trancar em um calabouço frio e vazio , um lugar de paz, livre de decepções. Hoje, minha compreensão atingiu um patamar nunca antes alcançado. Estou feliz por entender melhor tudo isso, mas, ao mesmo tempo, extremamente triste por ver e saber dessa realidade tão deprimente. Eu tento continuar, mas agora, apenas observando. Hoje, posso compreender por que algumas pessoas escolhem viver sozinhas e por que outras não conseguem encontrar ning...

O velho mestre e o jovem triste ...

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Terça-feira, 13 de abril de 2010 A Lição do Sal e do Lago Um velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse. — Qual é o gosto? — perguntou o Mestre. — Ruim — respondeu o aprendiz. O Mestre sorriu e pediu que o jovem pegasse outra mão cheia de sal, levando-o a um lago. Em silêncio, o jovem jogou o sal na água. O velho então disse: — Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria pelo queixo do jovem, o Mestre perguntou:  — Qual é o gosto?  — Bom! — disse o rapaz.  — Você sente o gosto do sal? — perguntou o Mestre.  — Não! — respondeu o jovem. O Mestre, então, sentou-se ao lado dele, pegou em suas mãos e disse: — A dor na vida de uma pessoa não muda. O que muda é o sabor da dor, e isso depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que deve fazer é expandir a sua perspectiva. Dê mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: deixe de ser um copo par...

Enquanto o Amor existir, há a esperança de felicidade ...

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Terça-feira, 23 de março de 2010 O Encontro com a Felicidade Depois de anos de turbulência, quando eu já estava prestes a desistir, ela surge: linda, majestosa e cheia de encantos. — A felicidade ainda existe. — disse-me uma voz distante. Perplexo, não acreditei no que ouvia. A vida havia me transformado em um cético frio e calculista, ríspido, sem emoções, que por vezes duvidava até mesmo da própria existência. — A felicidade ainda existe. — continuou a voz. Mais uma vez, procurei ao meu redor. Sem sinais, sem indícios de nada parecido. — A felicidade ainda existe. — a voz não parava. Eu, já impaciente, desejava brigar novamente com tudo. — Está bem! Está bem! — eu disse. — A felicidade existe, mas onde ela está? De repente, uma forte pontada no peito me chamou a atenção. — Estou aqui, e em mais nenhum outro lugar. Qualquer coisa que você encontre fora do seu coração, além de passageira, pode e deve lhe trazer muita dor. Mas quando você for capaz de sentir a feli...

Conversando com um psiquiatra ...

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Sexta-feira, 18 de setembro de 2009 A Anomalia da Alma "Meu amigo, essa anomalia é mais comum do que as pessoas imaginam." Você pode escolher seus objetivos de vida e também "matar" aqueles que não deseja mais. No entanto, quando você decide matar um desejo que está realmente em seu coração, deve se lembrar de que, mesmo morto, você não conseguirá tirá-lo de dentro de você. No início, você não perceberá nada de anormal. Mas, com o tempo, esses desejos mortos começam a apodrecer e, junto com eles, você também. A princípio, você tenta resistir, lutar contra a terrível depressão que se forma. Depois de um tempo, com a ajuda de medicamentos , você tenta enganar a si mesmo, em uma tentativa alucinante de se manter vivo. Por fim, aqueles que aprendem a conviver com essa situação precisam fazer uso de remédios poderosos apenas para conseguir seguir em frente. O resumo da ópera: Depois dessa conversa, pense muito bem antes de matar qualquer coisa que esteja em seu coração....

Janela de vidro ...

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Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 A Janela da Percepção Do âmago do nosso ser, contemplamos um mundo externo conectado por elos invisíveis , que parecem obscuros à nossa percepção. É como se olhássemos através de um vidro: às vezes, ele está límpido e cristalino; outras vezes, sujo e empoeirado. Por essa lente interna , o mundo se revela belo e harmonioso, ou, ao contrário, turvo e carregado de crostas psicológicas nocivas, que nos tornam desmotivados, deprimidos e revoltados. Nessa perspectiva, tentamos corrigir o que está fora de nós, ajustá-lo e modificá-lo, pois honestamente acreditamos que ali reside a chave para a nossa felicidade. Insistimos em limpar o mundo de uma sujeira que, por toda a vida, pensamos estar depositada nele. Assim, observamos o mundo por essa janela de vidro. Alguns, com sua teimosia e persistência, chegam ao final da jornada e, finalmente, compreendem a verdade. Percebem que não era o mundo lá fora que era feio ou sujo. Eles entendem que passaram a vida...

Para tudo há uma saída ...

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Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2009 A audácia que salva Quando se sentir perdido, lembre-se: a audácia pode ser a sua única salvação. Uma antiga lenda conta a história de um homem virtuoso que foi injustamente acusado de assassinato na Idade Média . O verdadeiro culpado era uma pessoa muito influente no reino, e por isso, desde o início, procurou-se um bode expiatório para encobrir o crime. O homem foi levado a julgamento, sabendo que tinha pouca ou nenhuma chance de escapar do terrível veredicto: a forca . O juiz, cúmplice da armadilha, tentou dar ao julgamento um ar de justiça divina . Ele disse ao acusado: "Conhecendo sua fama de homem justo e devoto, deixaremos seu destino nas mãos de Deus . Escreveremos em dois papéis as palavras 'culpado' e ' inocente '. Você escolherá um, e será a mão de Deus que decidirá seu destino." O juiz mal-intencionado, claro, havia preparado os dois papéis com a mesma palavra: "Culpado". A vítima, me...

Travesseiro molhado ...

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Sexta-feira, 30 de janeiro de 2009 O Encontro na Pedra Cansado de tanto caminhar, sentei-me sobre uma pedra. Com os cotovelos apoiados nas pernas, segurei a cabeça que parecia mais pesada do que nunca. De repente, senti uma mão pousar sobre minha cabeça. Era um toque seguro e reconfortante, seguido por uma voz suave e doce que me perguntou: — O que está acontecendo? Intrigado e sem saber o que responder, senti aquela mão afagar meus cabelos, trazendo uma paz que eu havia esquecido há muito tempo. Uma emoção profunda, aparentemente sem precedentes, emergiu do meu interior e transbordou em lágrimas. A voz manifestou-se novamente: — Chore! Chore, meu filho, você precisa chorar... Coloque para fora toda essa tristeza. Não sei por quanto tempo aquelas lágrimas tentaram desesperadamente aliviar a minha dor. Só sei que, quando acordei, meu travesseiro estava molhado. "Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando." m.trozidio conheça ...