A paz não cansa de nos esperar ...
Há quem diga que certos assuntos já foram repetidos demais. Talvez seja
verdade. Mas existem verdades que precisam ser repetidas porque, infelizmente,
ainda não foram aprendidas.
A paz é uma
delas.
Todos afirmam
querer paz. Oramos por ela, desejamos encontrá-la, reclamamos quando ela nos
falta. No entanto, passamos boa parte da vida tentando controlar pessoas,
acontecimentos, o futuro, o passado e até aquilo que jamais esteve sob nosso
domínio.
É uma luta
perdida desde o início.
Queremos que
os outros mudem. Queremos que a vida siga exatamente o roteiro que imaginamos.
Queremos impedir perdas, evitar decepções, eliminar incertezas. E, enquanto
insistimos nessa batalha impossível, a paz vai ficando para depois.
A verdade é
simples, embora difícil de aceitar: a paz não nasce quando tudo está sob
controle. Ela nasce quando compreendemos que nem tudo precisa estar.
Aceitar não
significa desistir. Significa reconhecer os limites da nossa ação. Fazemos o
que está ao nosso alcance e aprendemos a conviver com aquilo que pertence
apenas ao tempo, à vida e às escolhas dos outros.
Talvez por
isso eu volte tantas vezes a esse assunto. Não por falta de novos temas, mas
porque esta é uma lição que quase todos nós esquecemos com facilidade.
Inclusive eu.
Enquanto
continuarmos tentando controlar o incontrolável, continuaremos abrindo mão da
serenidade que tanto procuramos.
A paz não
está escondida em algum lugar distante. Ela costuma aparecer exatamente no
instante em que soltamos aquilo que nunca conseguimos segurar.
E talvez seja
por isso que essa seja uma das lições mais difíceis — e mais importantes — de
toda uma vida.
"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar
precisando."
"Se esta reflexão encontrou eco em você, talvez goste de conhecer
meus livros, onde continuo essa mesma conversa por outros caminhos."
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