O que o escândalo de uma criança ensina sobre a nossa dor ...
Sábado, 04 de abril de 2026
O que é, afinal, o sofrimento?
Frequentemente o confundimos com a dor, mas a verdade é mais sutil. O
sofrimento não nasce do que nos acontece, mas da nossa briga contra o que está
acontecendo. Ele é o resultado exato da nossa não aceitação da realidade.
Imagine a cena clássica: uma criança no
supermercado chora e se debate no chão porque ouviu um "não" diante
do brinquedo desejado. Ali, a dor não é física. O escândalo nasce do choque
brutal entre o desejo dela e a realidade que não se dobra à sua vontade.
O problema é que crescemos, mas nem sempre
amadurecemos essa reação. Quando a vida nos nega um emprego, um amor ou a
saúde, nossa primeira resposta é o "esperneio" emocional. Nós nos
jogamos no chão do nosso próprio ego, indignados porque a "Mãe
Natureza" não seguiu o nosso roteiro.
O sofrimento é, portanto, o tamanho da
nossa resistência. É o espaço doloroso entre o "eu queria" e o
"é assim". Enquanto gastamos energia tentando convencer a realidade
de que ela está errada, ficamos presos ao nó na garganta.
A paz não surge quando tudo acontece do nosso jeito — isso é controle, e o controle é uma ilusão. A verdadeira paz começa quando paramos de lutar contra o inevitável.
Aceitar não é ser passivo;
é ter a sabedoria de soltar as expectativas e entender que a vida tem um ritmo
próprio, muitas vezes alheio aos nossos caprichos. Quando aceitamos o
"não" do destino, o escândalo interno silencia.
"Se essa mensagem tocou você,
compartilhe com quem pode estar precisando."
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