A beleza de não saber o que vem depois ...
Quinta-feira, 23 de abril de 2026
Ainda na madrugada, lutando contra a
insônia, fiz algo diferente: em vez de resistir, aceitei. Parei de brigar com o
momento e apenas fiquei ali, acordado, em silêncio.
Foi então que me lembrei de Alan Watts e
sua ideia sobre a “sabedoria da incerteza”. De repente, algo fez sentido.
A vida só é viva porque não sabemos o que
vem depois.
Pode parecer estranho, mas é justamente
essa insegurança que dá cor à existência. Se tudo fosse previsível, não haveria
surpresa, nem descoberta, nem emoção. Viver seria apenas cumprir um roteiro já
conhecido.
Todas as noites nos deitamos sem garantia
alguma. Podemos acordar no dia seguinte — ou não. E, se acordarmos, tudo pode
ser diferente: a saúde, o humor, as circunstâncias, os caminhos.
Isso assusta. Mas também é o que torna tudo
tão extraordinário.
A incerteza não é um defeito da vida. É a
própria vida em movimento.
Quando tentamos controlar tudo, nos
frustramos. Quando resistimos ao imprevisível, sofremos. Mas quando aceitamos
que não sabemos — e que nunca saberemos completamente — algo muda dentro de
nós.
Há uma espécie de leveza.
A partir dessa compreensão, nasce uma
escolha: viver com medo do que pode acontecer ou viver com abertura para o que
pode surgir.
No fim, talvez o único controle real esteja
na forma como respondemos ao desconhecido.
E talvez viver bem seja isso: parar de
lutar contra o inesperado e começar, pouco a pouco, a dançar com ele.
E você, ainda teme a incerteza… ou já
começou a enxergá-la como parte da aventura?
"Se essa mensagem tocou você,
compartilhe com quem pode estar precisando."
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