Por que buscar demais nos afasta da felicidade ...


Sábado, 07 de março de 2026

Um dia, parei diante de uma pergunta que parecia simples, mas que mexeu profundamente comigo: é melhor ter muito ou ter o suficiente? Quanto mais eu pensava, mais percebia que essa escolha diz muito sobre o tipo de vida que queremos viver.

O desejo de ter muito costuma parecer liberdade, mas quase sempre vira prisão. É como um poço sem fundo: cada conquista abre espaço para outra necessidade, outro desejo, outra comparação. Nada basta. Nada satisfaz. E, sem perceber, a pessoa passa a viver para acumular — tempo, dinheiro, status — enquanto a vida real escorre pelos dedos. É uma busca que cansa, esgota e nunca termina.

Já o “suficiente” não é acomodação, nem falta de ambição. É um ponto de equilíbrio. É quando reconhecemos o valor do que já temos, sem deixar de sonhar com o que ainda podemos construir. O suficiente nos devolve o controle, porque tira o peso da corrida infinita e nos permite respirar.

Quando escolho o suficiente, descubro que posso apreciar o que está diante de mim: as relações, o tempo, a saúde, a paz. A felicidade deixa de ser uma meta distante e vira algo possível, presente, cotidiano.

No fim, percebi que ter muito pode até impressionar, mas ter o suficiente liberta. E você — no silêncio honesto do seu coração — o que prefere?

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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