Quanto mais sei, mais descubro que não sei ...
Sábado, 21 de fevereiro de 2026
“A parte que ignoramos é muito maior do que tudo quanto sabemos.”*
Essa frase pode soar desconfortável à primeira vista. Ela nos lembra que, por
mais que estudemos, trabalhemos e pesquisemos, há sempre um oceano diante de
nós — vasto, profundo e quase infinito. Mas, longe de ser motivo de desânimo,
vejo nisso uma libertação.
Não precisamos
saber tudo. Não precisamos dominar cada assunto para termos valor. A
consciência da nossa ignorância não nos diminui; ao contrário, nos humaniza.
Ela nos coloca no lugar certo: aprendizes.
Quanto mais
aprendemos, mais percebemos o tamanho do que ainda desconhecemos. É como subir
uma montanha e, ao chegar ao topo, descobrir outras montanhas ainda mais altas
no horizonte. O conhecimento não nos faz gigantes; faz-nos humildes.
O verdadeiro
perigo não está em não saber, mas em acreditar que já sabemos o suficiente.
Quando a mente se fecha, o crescimento termina. Quando ela se mantém curiosa,
aberta e disposta a rever certezas, a vida ganha movimento.
Saber é
importante. Mas reconhecer que não sabemos tudo é essencial. Essa consciência
nos afasta da arrogância e nos aproxima da curiosidade. E talvez a verdadeira
sabedoria não esteja em acumular respostas, mas em aprender a conviver com boas
perguntas.
No fim, a
ignorância assumida não é fracasso. É o começo de toda descoberta.
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