Por que forçar a vida quase sempre dá errado ...
Sábado, 07 de fevereiro de 2026
Foi depois
de muitas décadas de estudos, leituras e, principalmente, observações da
própria vida que uma percepção me atingiu com a força de um raio. Isso
aconteceu em 12 de fevereiro de 2001. A lição era simples, quase óbvia, mas
profundamente transformadora:
Em tudo na
vida está contido o seu oposto.
Passei a
perceber que, sempre que desejava algo com intensidade excessiva, o resultado
tendia a ser exatamente o contrário do esperado. Quanto mais eu forçava, mais a
realidade parecia resistir. Até então, eu colhia frustrações sem compreender a
causa. Naquele dia, a ficha caiu.
O problema
não estava no desejo em si, mas no apego. Quando queremos algo com urgência,
medo ou ansiedade, deixamos de perceber o movimento natural das coisas.
Passamos a empurrar a vida, como se ela precisasse ser convencida. E a vida,
quando pressionada, reage.
A natureza
nos ensina isso o tempo todo. Uma planta não cresce mais rápido porque alguém a
puxa. Pelo contrário: ela se rompe. O mesmo acontece conosco. Quando forçamos
resultados, relações ou caminhos, quebramos o fluxo e criamos resistência.
Aprendi que
desejar com leveza é muito diferente de desejar com desespero. O primeiro abre
possibilidades; o segundo as fecha. Quando soltamos o excesso de controle, algo
curioso acontece: as coisas começam a se alinhar.
Talvez uma
das maiores sabedorias da vida seja esta: não lutar contra o ritmo natural das
coisas. Às vezes, menos força é exatamente o que permite que mais aconteça.
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