Para Onde Você Vai, Você Vai Junto...
Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Há uma verdade que
insisto em esquecer: meus pensamentos e sentimentos não dependem do lugar onde
estou. Não dependem da cidade, do trabalho, das pessoas ao redor. Eles nascem
dentro de mim.
Quando essa
verdade me escapa, começo a imaginar que o problema está fora. Penso que
preciso mudar de emprego, de casa, de rotina — talvez até de país. A mudança
parece solução. A mala vira esperança. O endereço novo promete paz.
Mas há algo que
não muda: eu.
Para onde quer que
eu vá, levo comigo minha maneira de pensar, meus medos, minhas inseguranças,
minhas expectativas e minhas frustrações. Se existe conflito dentro de mim, ele
atravessa fronteiras. Se há inquietação, ela não fica para trás no aeroporto.
Durante muito
tempo, acreditei que a paz fosse um destino. Um lugar onde finalmente tudo se
encaixaria. Hoje percebo que paz não é geografia. É consciência. É
responsabilidade sobre o que penso e sinto.
Isso não significa
que mudanças externas não sejam necessárias. Às vezes são. Mas nenhuma mudança
de cenário substitui o enfrentamento interior.
O bem-estar que
procuro não está no próximo emprego nem na próxima cidade. Está na forma como
eu me relaciono comigo mesmo. Está na coragem de olhar para dentro e assumir o
que precisa ser transformado.
No fim das contas,
a grande viagem é sempre para dentro.
E dela, não há
como fugir.
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