Quarta-feira, 04 de fevereiro de 2026
Platão
nos deixou uma das metáforas mais conhecidas da filosofia: o Mito da Caverna.
Em poucas palavras, ele fala de pessoas que vivem presas dentro de uma caverna
desde o nascimento. Elas estão olhando apenas para a parede à frente, onde veem
sombras projetadas por um fogo que queima atrás delas. Para essas pessoas, as
sombras são a única realidade que conhecem.
Um
dia, uma delas se liberta e sai da caverna. No início, a luz do sol dói nos
olhos. Tudo parece confuso. Mas, aos poucos, ela percebe que o mundo é muito
maior, mais vivo e mais verdadeiro do que as sombras que via antes. Quando
volta para contar aos outros, é rejeitada. Afinal, quem nunca viu a luz
acredita que as sombras são tudo o que existe.
Na
vida prática, a caverna representa nossas crenças limitantes, medos, hábitos
automáticos e ideias que nunca questionamos. As sombras são opiniões prontas,
padrões sociais, rótulos e verdades herdadas. Sair da caverna é desconfortável,
porque exige questionar o que sempre foi aceito como certo.
Platão
nos convida a refletir: até que ponto estamos vivendo a nossa própria vida ou
apenas repetindo o que nos ensinaram? Buscar conhecimento, autoconhecimento e
consciência é um processo doloroso às vezes, mas libertador. A verdadeira
liberdade começa quando ousamos virar a cabeça, enfrentar a luz e assumir a
responsabilidade de enxergar por nós mesmos.
Talvez
a maior caverna não esteja fora, mas dentro de nós.
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
m.
trozidio
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