O erro que nos ensinaram sobre ser feliz ...
Segunda-feira, 09 de fevereiro de 2026
Foi uma longa
jornada até compreender, de forma honesta, a diferença entre a felicidade
genuína e aquilo que aprendi a chamar de pseudo felicidade.
Cresci em uma
sociedade que associa felicidade a distinção, status e posse. Desde cedo, fui
levado a acreditar que ser feliz era ter coisas que me fizessem “sentir
especial”: bens, conquistas, reconhecimento. Por muito tempo, segui esse
roteiro sem questionar.
A experiência,
porém, foi implacável. Cada nova conquista trazia um breve momento de euforia,
seguido quase imediatamente por um vazio silencioso. A alegria era real, mas
curta. Durava apenas o suficiente para dar lugar à ansiedade da próxima meta,
do próximo objeto, da próxima validação. Percebi que não se tratava de
felicidade, mas de um alívio temporário disfarçado de satisfação.
Os grandes mestres
do estoicismo — Zenão, Epicteto, Sêneca — já alertavam para isso. O mesmo
ensinamento ecoa nas tradições orientais: tudo aquilo que depende do mundo
externo é instável por natureza. Se algo pode ser perdido, retirado ou
destruído, não pode ser a base da nossa felicidade.
A felicidade
genuína não é algo que se conquista fora, mas algo que se constrói dentro. Ela
nasce quando deixamos de exigir que o mundo nos complete. Quando a paz interior
se torna independente das circunstâncias, algo muda profundamente.
Tudo o que vem de
fora pode ser agradável, útil e até belo. Mas, quando confundido com
felicidade, transforma-se apenas em pseudo felicidade: sedutora, frágil e
passageira.
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