O erro que cometi por anos na busca pela felicidade ...


Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Existem lições que só a maturidade ensina. Não chegam com aplausos, mas com cansaço. A minha maior descoberta foi simples e, ao mesmo tempo, desconcertante: a felicidade que eu buscava no mundo exigia, antes de tudo, um reencontro comigo mesmo.

Durante anos, vivi voltado para fora. Medi meu valor por resultados, comparações e expectativas que nem eram realmente minhas. Corri atrás de metas, reconhecimento e validação. Mas havia sempre algo faltando. A linha de chegada mudava de lugar. O esforço aumentava. A satisfação diminuía.

O ponto de virada não foi heroico. Foi silencioso. Nasceu da exaustão. Percebi que estava tentando preencher um vazio interior com conquistas externas. E isso nunca seria suficiente.

Então comecei o caminho inverso. Passei a olhar para dentro. Em vez de perguntar “o que me falta?”, comecei a perguntar “quem eu sou?”. Troquei a ansiedade pela atenção. A cobrança pelo autoconhecimento. Descobri que havia em mim recursos que eu nunca tinha explorado: calma, discernimento, limites, gratidão.

O mais curioso foi perceber que, quando deixei de perseguir tudo com tanta urgência, muitas coisas começaram a acontecer com mais naturalidade. Não porque o universo conspirou, mas porque eu parei de agir movido pela carência.

A verdadeira mudança não foi conquistar mais. Foi precisar de menos. 

Entendi que plenitude não é acúmulo, é alinhamento. A felicidade não nasce do “ter”, mas do “ser”. E quando aprendemos a ser o suficiente, o mundo deixa de ser um campo de batalha e passa a ser um espaço de experiência.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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