O dia em que descobri que desejar menos é viver mais ...


Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A filosofia nem sempre nos ensina algo totalmente novo. Muitas vezes, ela apenas organiza aquilo que já sentimos, mas não sabíamos nomear. Foi isso que aconteceu comigo ao conhecer o estoicismo.

Durante muito tempo, acreditei que felicidade era sinônimo de conquista. Eu seria feliz quando realizasse meus desejos, quando alcançasse minhas metas, quando tivesse mais. Mas cada objetivo cumprido não trazia descanso — trazia outro desejo. E depois outro. E mais um.

Percebi, então, algo desconfortável: eu não estava buscando felicidade, estava alimentando expectativas. E expectativa nunca termina; ela se renova.

A natureza humana parece funcionar assim: quanto mais temos, mais queremos. O problema não está em desejar, mas em depender disso para viver em paz. Quando a nossa alegria depende do próximo resultado, ela nunca se estabelece no presente.

É aqui que o estoicismo se torna uma bússola segura. Ele nos ensina que a verdadeira liberdade não está em possuir tudo o que queremos, mas em reduzir o poder que esses desejos exercem sobre nós.

Querer menos não é desistir da vida. É escolher o essencial. É compreender que caráter, serenidade e consciência valem mais do que qualquer acúmulo.

Descobri que felicidade não é expansão infinita; é equilíbrio. Não é ter sempre mais, mas precisar de menos para estar bem.

Talvez a verdadeira prosperidade seja esta: ser suficientemente inteiro para que o mundo não precise completar aquilo que já está em paz dentro de nós.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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