Corpos perfeitos, almas vazias ...
Vivemos uma das
maiores ironias do nosso tempo. Nunca se cuidou tanto do corpo — e nunca se
esteve tão triste por dentro.
Observando o mundo
ao redor, percebo que grande parte do nosso tempo, energia e dinheiro é
dedicada à aparência. A forma física, a pele perfeita, as roupas certas, o
padrão que muda a cada estação. O espelho se tornou juiz. A comparação virou
rotina. As redes sociais para nos mostrar...
Mas enquanto o
exterior recebe atenção constante, o interior vai sendo esquecido.
Existe em nós uma
dimensão que não aparece nas fotos nem nas redes sociais. Ela não pode ser
medida por curtidas nem corrigida por filtros. É a parte que sente, que sofre,
que busca sentido. É ali que moram nossas perguntas mais profundas: Quem sou? O
que realmente importa? Por que, mesmo conquistando tanto, ainda me sinto
incompleto?
Quando
negligenciamos essa dimensão interior, o resultado aparece — não no corpo, mas
na alma. Crescem a ansiedade, a tristeza silenciosa, a sensação de vazio mesmo
em meio a conquistas. O corpo pode estar forte, mas o coração continua frágil.
Não se trata de
desprezar o cuidado físico. O corpo é nossa casa. O problema começa quando
passamos a reformar apenas a fachada e esquecemos os alicerces.
A verdadeira
beleza nasce de dentro. Ela se revela no caráter, na paz interior, na coerência
entre o que somos e o que mostramos. Sem esse cultivo interior, qualquer
conquista externa se torna insuficiente.
Talvez a pergunta
mais urgente do nosso tempo não seja “como está o meu corpo?”, mas “como estou
por dentro?”.
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