A Pergunta Que Mudou a Minha Vida ...
Sábado, 14 de fevereiro de 2026
Durante muito
tempo, culpei a Providência por tudo o que dava errado na minha vida. Cada
obstáculo era visto como castigo. Cada frustração, como injustiça. Eu lutava
contra as circunstâncias, reclamava do destino e me perguntava por que certas
coisas sempre pareciam acontecer comigo.
Quanto mais eu
resistia, mais cansado ficava. Era como lutar contra o vento: eu me esforçava,
mas não saía do lugar.
Foi no esgotamento
que algo mudou. Pela primeira vez, em vez de perguntar “por que isso está
acontecendo comigo?”, perguntei “o que isso quer me ensinar?”. A pergunta mudou
tudo.
Percebi que muitos
dos meus sofrimentos não vinham apenas das situações, mas da forma como eu
reagia a elas. Minha postura era defensiva, impulsiva, quase sempre movida pelo
medo ou pelo orgulho. Eu me via como vítima das circunstâncias, quando, na
verdade, também participava da construção delas.
A consciência
dessa responsabilidade não foi confortável. Mas foi libertadora.
Entendi que os
desafios não eram punições, mas convites ao autoconhecimento. Cada perda
revelava um apego. Cada frustração expunha uma expectativa exagerada. Cada
conflito mostrava algo em mim que precisava amadurecer.
Quando deixei de
me colocar como vítima da Providência e assumi meu papel na história, minha
vida começou a mudar. Não porque os problemas desapareceram, mas porque eu
mudei diante deles.
E às vezes, é isso
que realmente transforma tudo: não mudar o destino, mas mudar o olhar.
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