O imperativo da finitude: viver sob o olhar da morte ...
Quinta-feira, 22 de agosto de 2024
O maior erro da vida reside na
presunção de sua eternidade. Não posso, por uma questão de honestidade
filosófica, conduzir minha existência sob a ilusão de que durarei para sempre.
É preciso confrontar o fato mais inegável da condição humana: a morte não é um
evento distante, mas uma companheira constante, que com o inexorável passar do
tempo, estreita a distância que nos separa.
Essa proximidade não deve gerar
angústia, mas sim um imperativo moral e existencial. É o reconhecimento da
finitude que confere valor e urgência ao instante presente. Diante de um tempo
que é finito e decrescente, o uso que faço dele não pode ser casual.
A lucidez exige que minhas ações se
concentrem em empreendimentos que carreguem significado intrínseco, que
contribuam para a vida, e não apenas para a acumulação. Essa responsabilidade
se intensifica enquanto a razão permanece intacta, pois é ela que nos permite
discernir o efêmero do essencial.
A morte, paradoxalmente, torna-se a
mestra da vida. Ela nos força a calibrar a bússola interna, garantindo que o
legado de cada dia seja composto por atos de valor e propósito, e não apenas
pela inércia da sobrevivência. Viver sob seu olhar é o que nos obriga, de fato,
a viver plenamente.
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