O paradoxo da lentidão: a sabedoria da tartaruga em um mundo de coelhos ...

Quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Não se trata de buscar uma simples desculpa ou de nos eximir da responsabilidade individual, mas de reconhecer a força opressora do contexto. Fomos estruturalmente moldados por uma sociedade cujo motor é a urgência incessante, impulsionando-nos a uma alta e insustentável velocidade. O resultado é a superficialidade e um índice alarmante de erros cometidos em nome da pressa.

Diante dessa tirania da aceleração, a poesia filosófica de Khalil Gibran ecoa como um antídoto vital: "As tartarugas conhecem as estradas melhor do que os coelhos." A sabedoria da tartaruga é a da profundidade sobre a extensão, da permanência sobre a rapidez vã.

O caminho para uma existência mais consciente e, consequentemente, para a diminuição da nossa taxa de equívocos, é singular e obrigatório: precisamos aprender a desacelerar.

Esta não é uma simples sugestão de ritmo, mas uma reforma ontológica. É imperativo desacelerar as nossas ações, para que sejam deliberadas; desacelerar os nossos pensamentos, para que sejam refletidos; e, assim, reconfigurar a própria velocidade da nossa vida. Somente na lentidão reconquistamos o tempo necessário para o discernimento e a presença, transformando a mera corrida em uma jornada com propósito.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m. trozidio

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