A sábia dança com o inesperado ...
Se há algo que ainda consegue abalar as estruturas da minha paz, é o inesperado. E, com o tempo, compreendi a raiz dessa perturbação. Como a maioria dos seres humanos, meu instinto me leva a desejar o previsível. Anseio por situações já conhecidas, por caminhos que não me exijam esforço mental, que me mantenham seguro dentro da minha tão confortável, e ilusória, zona de conforto.
Mas a Natureza,
com sua sabedoria implacável, nos oferece uma lição inegável: tudo está em
constante mutação. A estagnação é uma ilusão que a vida não tolera. Assim como
o sangue coagula e cessa a sua função vital quando para, eu não posso me dar ao
luxo de estagnar a minha experiência de vida.
Percebi o quão
ingênua era a minha própria espiritualidade. Até mesmo em minhas orações,
inconscientemente, eu pedia a Deus por caminhos serenos e tranquilos, por
condições que, na essência, vão contra a própria dinâmica da existência. A vida
não se move em linha reta; ela é feita de curvas, surpresas e reviravoltas que
nos moldam e nos fortalecem.
Foi uma
descoberta dolorosa, mas libertadora: quanto mais eu resistia à mudança, mais
dor e sofrimento eu infligia a mim mesmo. A recusa em abraçar o novo não me
protegia, mas me aprisionava.
A partir daí,
uma nova filosofia de vida se tornou minha prioridade. Aprender a abraçar o
inesperado – e até mesmo a gostar dele – passou a ser a minha meta. Hoje, a
única certeza que tenho é que tudo muda constantemente, e deve ser assim. O rio
da vida não para de correr. Agora, o que me resta é a decisão: brigar com essa
realidade ou aceitá-la e aprender a me desenvolver com ela. A verdadeira paz
não reside na ausência de mudanças, mas na capacidade de dançar com elas.
"Se
essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."
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