Estudando o Tao - parte - 13


Estudando o Tao - Parte XIII: O Equilíbrio da Felicidade

11. "Porque o sábio pouco cuida do material; seu Eu evolui."

Há algo de errado em nos preocuparmos com o trabalho, o dinheiro e o futuro? Não há erro nenhum, desde que o façamos com moderação. A moderação é sinônimo de harmonia e equilíbrio. O exagero, seja no trabalho ou na poupança, é insensato, pois o ser humano é composto por duas partes: a material e a espiritual.

O Tai-Chi nos lembra que a matéria e o espírito são faces de uma mesma moeda, pares complementares. A dedicação exclusiva ao material limita o nosso crescimento. Como o Tao Te Ching nos ensina, o valor das coisas está nos vazios, não nos cheios. Uma panela só é útil se tiver espaço. O mesmo se aplica a nós. Apenas quem tem espaço — para crescer — pode evoluir.

O homem comum, que vive na correria do mundo, tem as melhores condições para o crescimento, mas ninguém pode ser obrigado a evoluir. Muitas pessoas estão perfeitamente satisfeitas com suas vidas. É como aprender a nadar: a menos que você realmente queira, ou seja forçado por uma necessidade, você não vai aprender.

 

12. "A virtude é como a água, modesta em sua adaptação."

Se o sábio é firme nas questões de justiça, a virtude pode ser maleável? No Tao, a Justiça é um valor absoluto, universal e imutável. Já a justiça do mundo, o Direito, é adaptável aos costumes e interesses de cada sociedade.

Na citação, a palavra "adaptar" significa "envolver". Imagine um professor que adapta sua didática a cada aluno, "envolvendo-o" de forma integral. Isso é virtude e modéstia. O contrário, a estupidez, é exemplificado por um chefe que ignora os problemas de um funcionário e só pensa na produção.

O que o Tao Te Ching chama de virtude é a empatia e a generosidade que envolvem a outra pessoa. Infelizmente, muitas pessoas confundem poder com tirania. A flexibilidade é uma das palavras-chave para o crescimento pessoal.

 

13. "O homem feliz é prestativo no dar, sincero no falar, suave no conduzir, sereno no agir."

Se você busca a felicidade, preste atenção nestes pilares:

1 - Seja prestativo: Não negue ajuda a quem pede, mas fique atento para não alimentar a injustiça. A esmola, por exemplo, alivia a culpa de quem dá e mantém a desgraça de quem recebe. A verdadeira prestatividade está em orientar e ajudar de forma construtiva.

2 - Seja sincero: A mentira, cedo ou tarde, será descoberta. Ser sincero é ser coerente consigo mesmo. Para alcançar a felicidade, é preciso abandonar o hábito de dizer coisas que não sentimos para agradar os outros. Sinceridade, no entanto, não é sinônimo de arrogância ou falta de tato.

3 - Seja suave: A suavidade não é passividade. Lembre-se do presidente americano que dizia: "Fale manso e carregue um porrete". A suavidade é o oposto do "porrete", é a capacidade de persuadir com mansidão. Todo mundo gosta de ser bem tratado.

4 - Seja sereno: A serenidade é o requisito básico para o crescimento pessoal. A quietude da mente abre espaço para a ação reequilibradora do Tao. A quietude do corpo é potencializada pelo Tao harmonioso. Experimente agora mesmo: feche os olhos, relaxe e "desligue" a mente por um ou dois minutos. Você sentirá o efeito da reordenação que o Tao promove.

 

"Se essa mensagem tocou você, compartilhe com quem pode estar precisando."

m.trozidio

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